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COMUNIDADE CATÓLICA SAGRADA FACE

ORAÇÃO À SAGRADA FACE Ó meu Jesus, lançai sobre nós um olhar de misericórdia! Volvei Vossa face para cada um de nós, como fizestes à Verônica, não para que a vejamos com os olhos corporais, pois não o merecemos. Mas volvei-a para nosso coração, a fim de que, amparados sempre em Vós, possamos haurir nesta fonte inesgotável as forças necessárias para nos entregarmos ao combate que temos que sustentar. Amém. ORAÇÃO DA AMIZADE Senhor, quão poucos são os verdadeiros amigos, porque imperfeitos, limitados! Muitas vezes decepciono-me, esquecido de que sou eu quem erra quando espero deles uma perfeição, uma santidade e um perfeito amor o qual somente Vós possui e mesmo aqueles que Vos amam verdadeiramente, são falhos, porque humanos. Fazei-me, obstante as dificuldades, bondoso e verdadeiramente amigo para com todos, sem nada esperar, nem mesmo um só agradecimento. Sois, Senhor, o melhor e mais perfeito amigo entre todos os meus amigos. Vós que me amais com um amor perfeito, ensinai-me a amar com o Vosso coração, a olhar com Vossos olhos e a viver sempre como testemunha digna da profunda amizade e amor que sempre tivestes e tendes para comigo. Amém. Envie sugestões e duvidas para
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VERDADES E FUNDAMENTOS DA NOSSA FÉ

1.0 - VERDADES E FUNDAMENTOS DE NOSSA FÉ

1. 1 - DEUS



Em toda a história da humanidade o homem não cessa de buscar a Deus. Esta busca se dá através das orações, sacrifícios, cultos, meditações, ações, entre outras formas. Mas como podemos conhecer a Deus, se nunca O vimos?

Podemos conhecer a Deus mediante Suas obras e mediante a nossa Fé. A fé é a resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida. Como podemos falar de Deus?

Nosso conhecimento de Deus é tão limitado, como também é limitada nossa linguagem sobre Deus. Só podemos falar de Deus através das criaturas vivas ou dos recursos naturais que conhecemos, e segundo nosso modo humano limitado de conhecer e pensar.

De qualquer forma, temos que nos lembrar e ter sempre conosco, dentro de nossos corações, que todas as criaturas trazem em si uma certa semelhança com Deus. O homem guarda características tão dignas como a verdade, a bondade, a beleza, a caridade, o amor...Tais características não podem ter outro autor senão o Todo Poderoso. Todas estas características contemplam, portanto, o Seu Autor.

Assim como uma obra de arte reflete sempre, de alguma forma, o seu autor, também nos devemos refletir nosso Criador. "Sem o Criador a criatura se esvai".

COMO ENTENDER DESU CRIADOR?

Deus criou o mundo segundo Sua sabedoria. O mundo procede da vontade livre de Deus que quis fazer as criaturas participarem do Seu Ser, da Sua sabedoria e da sua bondade. Que haveria de extraordinário se Deus tivesse tirado o mundo de uma matéria preexistente? Quando se dá um material a um artesão, ele faz do material tudo o que quiser e souber. Se este fato confere a este artesão um lado criador, tanto mais será nada para criar tudo o que Sua Vontade e Sabedoria desejam. Deus parte do Nada e cria o mundo, dentro dele, o homem.

Uma vez que Deus pôde criar do nada, pode, através do Espírito Santo, dar vida da alma aos homens, com o objetivo de mantê-los sempre junto Dele, mas ao mesmo tempo, deixando o homem livre para escolher essa união. Já que pela sua palavra pôde fazer resplandecer a luz a partir das trevas, pode também dar a luz da fé àqueles que a desconhecem.

Dessa forma, a criação é uma obra querida por Deus como um dom que foi dirigido ao homem; como uma herança que lhe é destinada e confiada.

Entretanto, Deus transcende a criação, pois é infinitamente maior que todas as Suas obras. Por ser o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo o que existe, Ele está presente no mais intimo das suas criaturas. Segundo as sábias e inspiradas palavras de Santo Agostinho: "Ele é maior do que aquilo que há de maior em mim e mais íntimo do que aquilo que há de mais intimo em mim".

Deus mantém e sustenta a criação, pois não abandona a sua criatura a ela mesma. Não somente lhe dá o ser e a existência, mas também a sustenta a todo instante e lhe dá o livre-arbítrio. Reconhecer esta dependência completa em relação ao Criador é uma fonte de sabedoria e liberdade, de alegria e confiança.

Os estudos sobre Deus (assuntos da Teologia) são elaborados considerando Deus na Unidade da Natureza e na Trindade das Pessoas.

Na Unidade da Natureza, o estudo de Deus é dividido em três partes: a Existência, a Essência e os Atributos. Cada uma destas características existem em Deus ao mesmo tempo e só foram separadas para serem melhor explicadas e compreendidas.

A EXISTÊNCIA

É um artigo de fé e nos abre uma dupla possibilidade de conhecer a Deus: Uma forma natural e uma forma sobrenatural.

Forma Natural: "Encontra-se Deus por meio da reflexão do mundo e em nós mesmos" (São Paulo).

Uma das maiores comprovações sobre a Existência de Deus é a tendência dos homens pela busca da felicidade. Em cada homem esta necessidade não pode ser satisfeita apenas pelo mundo e pelo seus bens. Portanto, segundo Santo Agostinho, é preciso que haja um bem eterno capaz de satisfazê-la e este bem é Deus.

O conhecimento de Deus pela forma natural baseia-se pelo fato de que como não vemos a Deus, O conhecemos por meio de comparações devido às suas obras, pois não encontramos na Terra a essência de Deus, mas sim suas obras. É através de suas criações que conhecemos que Deus existe, como sua causa.

Forma Sobrenatural: "Deus é para nós que cremos um "Deus desconhecido" ainda que à luz da fé o conheçam muito melhor do que à luz da razão" (Santo Tomaz de Aquino).

Segundo esta forma de conhecimento, crê-se em Deus em virtude de uma revelação sobrenatural que é dada por meio da fé. A comunicação de Deus conosco e sua manifestação dá-se por meio das graças.

A ESSÊNCIA

Estuda o ser de Deus, sendo que a Existência e a Essência são inseparáveis em Deus. A essência de Deus é compreendida através da revelação, onde Deus se revela e se dá conhecer aos homens.

OS ATRIBUTOS

São as características através das quais podemos conhecer a Deus e distingui-lo das criaturas. São todas as perfeições existentes em Deus, como por exemplo:

Deus é UNO: a unidade de Deus é um dogma da Igreja. É entendido como uma unidade do indivíduo levando ao monoteísmo. Este atributo foi mencionado em várias passagens: "Vede que sou Eu somente e não há outro Deus exceto Eu". (Dt 32, 39) "Houve Israel, o Senhor teu Deus é o único Deus". (Mc 12, 29)

Deus é SIMPLES (PURO): em Deus nada se acrescenta ou se tira. A simplicidade de Deus é entendida como um Deus livre de qualquer multiplicidade e dispersões próprias das outras criaturas. É Deus em sua puríssima espiritualidade. Como exemplo, podemos citar uma passagem onde Jesus atribui a Deus uma figura humana ao chamado PAI e ao mesmo tempo lhe atribui estado e morada acima de tudo o que é material.

Deus é IMUTÁVEL: Deus foi, é, sempre será o mesmo, com sua perfeição e seu amor sem limites. Segundo Santo Tomaz de Aquino: "Só Deus é".

Deus é ETERNO: Deus não teve início e não terá fim. "O Senhor é um Deus Eterno que criou os extremos da Terra e que não se cansa nem se esgota". (Is 40, 28

Deus é ONIPRESENTE: a onipresença de Deus nos oferece a possibilidade de nos unirmos espiritualmente a Ele em qualquer tempo e condição e em qualquer lugar. Deus está sempre conosco. Entretanto, de que serve Deus estar perto de nós se nós estivermos longe Dele? Por isso em sua Bondade Infinita ele nos dá sua Onipresença e nós, com nossa Fé, podemos encontrá-lo sempre que quisermos.

Deus é ONISCIENTE: Deus tudo sabe. A revelação é a maior prova da onisciência de Deus.

Deus é ONIPOTENTE: Deus tudo pode. Algumas passagens revelam com exatidão esse atributo de Deus: "Para os homens isto é impossível, mas para Deus tudo é possível". (Mt 19, 25-26) "Pai, tudo Te é possível". (Mt 14, 36)

Quem não se sente pasmo, surpreso, arrebatado, maravilhado, com a observação de um céu estrelado e da imensidão do universo?

Tais coisas nada mais são da que frutos da Onipotência Divina. Quem deu a vida a estes corpos celestes?

Às propriedades e forças?

Quem lhes indicou o caminho e a finalidade?

Baseando-se apenas nessa observação, como se pode recusar inserir-se na harmonia desejada pelo Todo-Poderoso?


1.2 – JESUS CRISTO



Jesus significa Deus Salva. Jesus nasceu em Belém, na Judéia, no ano 1 de nossa era. Sua mãe é Maria e seu pai adotivo José. Seus avós maternos foram Joaquim e Ana.

A palavra Cristo do latim Christus ou Christos é semelhante à palavra Messias (em hebraico), que significa Ungido. Portanto, Cristo significa Ungido do Senhor, aquele que recebeu a Unção com óleo. O derrame com óleo sobre a cabeça de alguém significava a consagração de um homem por Deus, como profeta, sacerdote e rei.

A vida de Jesus, seus ensinamentos, obras e palavras foram registradas nos Evangelhos (Evangelho vem do grego Evangelion e significa boa nova, boas notícias). É como foi chamada a mensagem de salvação e de redenção que Jesus trouxe ao mundo.

O ESTILO DO ENSINAMENTO DE JESUS

Na época de Jesus, a palavra escrita ainda não era facilmente disponível para a comunicação em massa. Então, tornava-se essencial que um mestre apresentasse seus ensinamentos de modo a serem claramente compreendidos e memorizados. Isto exigia que o mestre fosse ao mesmo tempo um poeta e um contador de histórias, e Jesus sem sombra de dúvidas, dominava ambos talentos.

As parábolas cheias de vida tirada da natureza ou essência humana são bem conhecidas e constituíram a principal forma de ensinamento de Jesus. Elas incitavam os ouvintes para pensar e descobrir diversos níveis de significados e aplicações.

OS PRINCIPAIS ENSINAMENTOS

Dentro dos ensinamentos propostos por Jesus, existem dois temas predominantes: A Verdade e Realidade e A Compreensão da Pessoa de Jesus.

A Verdade e Realidade: A Realidade que Jesus veio proclamar tem sido traduzida em Reino; Jesus proclamou o Reino de Deus ou o Reino dos Céus. Não apenas proclamou, mas o inaugurou quando deixou claro que "Um novo estado de coisas nasceu para o ser-humano". Muitas foram às parábolas contadas sobre o Reino de Deus; dentre elas Jesus disse: "O Reino dos Céus é como um mercador em busca de pérolas finas que, encontrando uma de grande valor, vai e vende tudo o que tem e a compra".

"O Reino de Deus não vem como sinais que possam ser observados, nem se poderá dizer: "Eis o Reino aqui" ou "Lá está o Reino", pois o Reino de Deus está no meio de vocês".

Com este tema, Jesus deixa evidente que temos que estar bem conosco mesmos com nossos irmãos e com Deus, pois senão não podemos viver no Reino dos Céus.

A Pessoa de Jesus: Jesus referiu-se a si mesmo como o Filho do Homem. Essa expressão pode apresentar várias interpretações, mas pode ser compreendida como sendo uma intervenção pessoal de Deus nos assuntos humanos, não tanto através da figura de um mensageiro, mas sim como a do inaugurador de um estado de coisas entre os homens em que o Reino de Deus está efetivamente presente. Uma das passagens em que Jesus se refere ao Filho do Homem: "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos".

SEGUIR JESUS: O PREÇO

Os Evangelhos contém relatos de um período no qual Jesus passou no deserto em solidão voluntária e onde ele enfrentou e resistiu a diversas tentações. Se o próprio Filho de Deus sofreu tentações quanto mais nós as sofremos!

Entretanto, as tentações de Jesus podem ser vistas por nós como meios fáceis e mesquinhos de se estabelecer o Reino. Quando Jesus reconheceu as tentações como tal, ele viu-se face a face com o único caminho, o da entrega total, sem qualquer recompensa ou retorno: o caminho do Amor puro e sem sentimentalismo.

Jesus não oferecia nenhum atrativo fácil. O preço para ser seu discípulo não haveria de ser alto nem baixo, mas absoluto. Ele usou vários meios para transmitir esse fato simples: usou poemas, parábolas e falou diretamente aos seus discípulos, especificando qual seria o preço para si e, conseqüentemente, para eles.

Jesus era às vezes popular ou não. As autoridades de modo geral desconfiavam dele e o temiam. O povo de Israel não acreditou que Ele era de fato o Messias Prometido, pois esperava alguém glorioso e poderoso politicamente para libertá-los dos romanos; queriam um Messias que lhes desse uma nação livre e poderosa.

Por outro lado; Jesus era movido pelo amor e pela vontade de Deus. O amor exigia uma reação amorosa aos sofrimentos do povo e Jesus com seu poder de cura era clamorosamente ansiado, requisitado. Ele curava porque o amor exigia e pedia aos que curava para agradecerem a Deus e ficarem em silêncio.

Então, seguir Jesus é uma opção e a livre entrega de si é a única expressão de amor que existe; Jesus nos quer por inteiro, sem restrições, sem senão, sem porém. Algumas de suas palavras mostram as atitudes esperadas de um seguidor de Cristo:

"Se alguém esbofeteia sua face direita, volta-lhe também à esquerda; se alguém quer litigar com você para tirar-lhe a túnica, deixe-lhe também a camisa; se alguém o forçar a caminhar uma milha, ande com ele duas".

"Amem aos seus inimigos; façam o bem a quem os odeia; abençoem os que os maldizem; orem pelos que os injuriam".

"Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim".

Finalmente, analisando a vida de Jesus, constata-se que sua idéia-força, ou seja, o motivo de sua existência era a realização da vontade do Pai. As primeiras palavras de Jesus relatadas no Evangelho quando ele tinha doze anos e estava com os Doutores da Lei foram: "Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?" (Lc 2, 49).

Jesus foi o homem mais autêntico e mais realizado que existiu sobre a face da Terra que fez a vontade do Pai e, portanto fez exatamente o que deveria fazer.

1.3 – SANTÍSSIMA TRINDADE



A Santíssima Trindade é um mistério de um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.



Pai que é Deus, que é Amor: somente o Pai que ama respeita a liberdade de seu filho.



Filho que é Jesus Cristo: é o Deus visível que se fez homem, nascendo da Virgem Maria para cumprir a vontade de Deus de libertar os homens do pecado. Jesus é Deus e as principais provas são:

O próprio Jesus diz-se Deus (Jo 10, 30 ; Jo 14, 7 e Lc 22, 67-70).

Os milagres eram feitos pelo próprio Jesus, e não por meio de Jesus.


Espírito Santo que é o Amor do Pai e do Filho que nos é comunicado e transmitido. Segundo o CREDO, Jesus foi concebido pelo Poder do Espírito Santo, nascido da Virgem Maria. Maria foi então convidada a conceber Jesus e a concepção de Jesus foi obra do poder do Divino Espírito Santo: "O Espírito virá sobre Ti..." A missão do Espírito Santo está sempre conjugada e ordenada à do Filho, ou seja, toda a vida de Jesus manifesta a vontade do Pai que por sua vez é manifestada pelo Espírito Santo.

Um fato dos Evangelhos é que os Apóstolos estavam com muito medo após a morte de Jesus. Foi a descida do Espírito Santo sobre eles que os transformou radicalmente e deu coragem para que saíssem anunciando o Evangelho. O mesmo Espírito Santo que deu forças aos apóstolos e mártires é recebido no sacramento da Crisma, e aí está a importância deste sacramento no fortalecimento da Fé e na profissão do Cristianismo de cada um.

O DOGMA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

A Trindade é Una; não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas. Cada uma das três Pessoas é a substância, a essência ou a natureza divina, As pessoas divinas são distintas entre si pela sua relação de origem: o Pai gera; o Filho é gerado; o Espírito Santo é quem procede. Ou seja, ao Pai atribui-se a criação ao Filho atribui-se a Redenção e ao Espírito Santo atribui-se a Santificação.

Resumindo, o mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode nos dar a conhecer, revelando-se como Pai, Filho e Espírito Santo.

Pela graça do Batismo "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" somos chamados a compartilhar da vida da Santíssima Trindade, aqui na Terra na obscuridade de nossa fé e para além da morte, na luz eterna. Pela Confirmação ou Crisma, como o próprio nome diz, somos chamados a confirmar essa fé ora recebida para que, além de vivermos segundo a Palavra de Deus, darmos testemunho dela e levá-la por toda à parte.

1.4 – FÉ


A Fé não é apenas uma simples crença em algo superior, mas é uma adesão pessoal a um Deus pessoa que exige compromisso. O homem é livre para decidir se aceita ou não a Deus e ao seu convite. Ao aderir a Deus e exercer a fé, o homem assume o desafio da fé, aceitando também os Mandamentos, a vivência sacramental e a fidelidade aos ensinamentos do evangelho. A partir daí, o homem passa a ter um compromisso que irá orientar toda a sua vida.

Como exemplo de homem de fé, pode-se citar Abraão, que baseou sua vida e sua caminhada, bem como suas aspirações, na promessa de Deus, quando a pedido de Deus saiu de sua terra em busca do local prometido por Deus (Gn 12, 1-12) ou ainda quando Deus o provou pedindo-lhe seu único filho em sacrifício (Gn 22, 2).

Seguir a vontade de Deus não é escravidão, mas sim liberdade. Quanto mais aceitamos Deus em nossa vida, mais livres somos, e só podemos aceitar Deus sem qualquer limite quando temos fé.

A mensagem de Jesus demonstra que a fé é o princípio da vida religiosa. Cristo começa sua pregação exigindo a fé de seus ouvintes: "Convertei-vos e crede na Boa-Nova" (Mc 1, 15). A norma de salvação é acreditar no Evangelho e ser adepto de Cristo.

A fé então é um encontro com Cristo. É uma aceitação tão plena Dele que vai nos transformando Nele. Acreditar em Deus é colaborar no seu plano de crescimento, respeitando suas leis. Aceitar a Deus é confiar Nele, acreditar em Seu amor por nós e deixar que Ele aja em nós.

A fé não se mede pela inteligência e não é um sentimento ou uma tradição. No dia-a-dia, a fé é aquela entrega incondicional e amorosa de si a Deus Pai, Filho e Espírito Santo:

Nos entregamos ao Pai porque somos suas criaturas;

Nos entregamos ao Filho para seguir seus exemplos e viver como filhos de Deus;

Nos entregamos ao Espírito Santo para que Ele nos impulsione e estimule na prática do bem.

Crer é dizer sim a Deus e confiar Nele de maneira absoluta; e a fé nos compromete a realizar em nós, momento por momento, a vontade de Deus como ela se manifesta, assim como fez Jesus Cristo. Dizer-se cristão, fazer promessas, freqüentar eventos religiosos, usar distintivos, não é necessariamente sinal de Fé. Para responder e refletir:

Quem é Deus para você?

Quais são os atributos de Deus? O que significam?

No dia-a-dia é possível notar a presença de Deus? Como?

Como atuar o mandato de Jesus: “Tome sua cruz e siga-me” nos dias de hoje?

Quem é Jesus Cristo para você?

Quem é o Espírito Santo para você?

O que você espera da Crisma? Você já pensou se precisa ou em que precisa mudar sua vida?

Você já sentiu a presença do Espírito Santo em sua vida? Quando?

Procure notar quantas vezes em uma Missa, o celebrante pronuncia a palavra Espírito Santo. Por que?

O que é ter fé? Tenho fé?

2.0 – BÍBLIA



2.1 – UM LIVRO ESCRITO EM MULTIRÃO


Hoje qualquer pessoa tem acesso ao Livro mais famoso do mundo: a Bíblia Sagrada. Ela já foi traduzida para todas as línguas (aproximadamente em 1685 idiomas).

A Bíblia foi escrita por partes e em diversas etapas. Começou a ser escrita, mais ou menos, pelo ano 1250 antes de Cristo - no tempo de Moisés - quando o faraó Ramsés II governava o Egito. A última parte da Bíblia foi escrita no final da vida do evangelista e apóstolo São João, por volta do ano 100 depois de Cristo. Portanto, foram necessários 1350 anos para a Bíblia ser escrita.
O Museu Britânico e a Biblioteca do Vaticano guardam as cópias mais antigas da Bíblia.

2.2 – NO QUE FOI ESCRITA A BÍBLIA


No tempo que foi escrita a Bíblia não existia papel como hoje, muito menos as máquinas impressoras. A Bíblia foi escrita à mão, e em diversos materiais, como cerâmica, papiro e pergaminho.

CERÂMICA: conhecida como a arte mais antiga da humanidade. O barro servia para fazer desde vasos, até chapas, nas quais se escrevia. Muitos textos bíblicos foram escritos nesses " tijolos".

PAPIRO: planta originária do Egito. Nascia e crescia espontaneamente às margens do Rio Nilo, chegando até a altura de 4 metros. Do Egito o papiro passou para a Síria, Sicília e Palestina (onde foi escrita a Bíblia). Do papiro era feita uma espécie de folha de papel para nela se escrever. Seu caniço era aberto em tiras e prensado ainda úmido. O papiro era ainda usado na fabricação de barcos e cestos. Dizem que 3.000 a.C os egípcios já escreviam no papiro. Tais folhas eram escritas só de um lado e depois guardadas em rolos. Daí que veio a palavra BÍBLIA. A folha tirada do caule do papiro chamava-se BIBLOS.

BIBLOS ð Livro (plural de Biblos = BÍBLIA)

BÍBLIA ð os livros ou coleção de livros.



PERGAMINHO: feito de couro curtido de carneiro. Começou a ser usado como "papel" na cidade de Pérgamo, pelo rei Éumens II 200 a.C. Pérgamo era uma importante cidade da Ásia Menor. Os egípcios, com inveja da grande importância da biblioteca de Pérgamo, não quiseram mais vender papiro para os moradores daquela cidade. Por isso, o rei de Pérgamo se viu obrigado a usar outro material para a escrita, que foi a pele de ovelha. O pergaminho se espalhou rapidamente para outras regiões.

Os pergaminhos, assim como as folhas de papiro, não eram "encadernados" num livro como fazemos hoje. Os antigos ligavam umas folhas às outras e faziam "rolos".

2.3 – COMO A BÍBLIA ESTÁ DIVIDIDA E EM QUAL LÍNGUA FOI ESCRITA?


A Bíblia divide-se em duas (2) grandes partes: Antigo Testamento (AT) e Novo Testamento (NT).

ANTIGO TESTAMENTO: é formado por 46 livros escritos antes de Cristo. Todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico ou aramaico, menos o Livro da Sabedoria, I e II Macabeus e trechos dos Livros de Daniel e de Ester, que foram escritos em grego.

NOVO TESTAMENTO: formado por 27 livros que contam a vida de Jesus e a formação da Igreja. O Novo Testamento foi escrito em grego, menos o Evangelho de São Mateus que foi escrito em aramaico.

Portanto a Bíblia é formada por 73 livros. Sendo 46 Livros no AT + 27 Livros no NT

Bíblia = Livros

O hebraico era uma língua do Povo Hebreu ou Povo de Deus. Era especialmente religiosa;

O aramaico era uma língua usada no meio diplomático.

No tempo de Jesus já não se usava mais o hebraico e sim o aramaico.

Na Bíblia a palavra TESTAMENTO tem o sentido de ALIANÇA ð ANTIGA ALIANÇA e NOVA ALIANÇA.

Toda a Bíblia gira em torno da Aliança que Deus fez com seu povo.

ALIANÇA - é um contrato muito especial. Um pacto de amor entre as pessoas. Um compromisso de fidelidade entre Deus e os homens.

No Antigo Testamento essa Aliança foi selada com um sinal visível.

Ex: Decálogo ð Dez Mandamentos.

A Aliança foi gravada na pedra e selada com o sangue dos animais.



No Novo Testamento a Nova Aliança é gravada no Espírito e selada com o Sangue de Jesus. A Nova Aliança ao contrário da Antiga Aliança que era feita somente com o Povo de Israel, é uma Aliança Universal, aberta a todos os homens que aceitam a proposta da Salvação trazida por Jesus.

A Antiga Aliança é a promessa; a Nova é a sua realização. Cristo é a plena realização da Antiga e Nova Alianças. Ele é o "Alfa" e o "Ômega" (Alfa e Ômega são a primeira e a última letra do alfabeto grego). Significa que Jesus é o começo e fim de todas as coisas.



2.4 – “MUITOS LIVROS” EM UM SÓ
A Bíblia é um livro de volume único, que reúne muitos assuntos diferentes. A cada um desses assuntos dá-se o nome de Livros. Exemplo: há um trecho da Bíblia que fala da saída do povo de Deus do Egito - Livro do Êxodo (a palavra Êxodo significa saída).

De onde é tirado o nome ou o título do livro: O nome é tirado de diversos lugares e de vários modos:

Assunto contido no Livro. Ex: Livro da Sabedoria;

Nome do autor do Livro. Ex: I Carta de São Pedro;

Nome da comunidade para a qual o Livro foi escrito. Ex: Carta aos Romanos;

Nome do personagem central em torno do Livro. Ex: Livro de Josué.

2.5 – BÍBLIA, O LIVRO INSPIRADO POR DEUS


O principal Autor da Bíblia é DEUS. Os escritores sagrados (homens) registraram suas experiências de fé e de vida, inspirados por Deus. Antes desses Livros serem registrados - TRADIÇÃO ESCRITA - tais experiências eram passadas oralmente de geração em geração - TRADIÇÃO ORAL.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus
e útil para ensinar e para convencer, para corrigir
e para educar na justiça, a fim de que o homem
de Deus seja perfeito e preparado para as boas obras."

(2 Tm 3, 16-17)".

HAGIÓGRAFO: é aquele que escreve a Palavra de Deus. Ele é inspirado pelo Espírito Santo.

Quando falamos em Livros Inspirados, entendemos aqueles Livros que formam a Bíblia Sagrada. São os 73 Livros, reconhecidos oficialmente pela Igreja como tais. São chamados Livros Canônicos. Essa inspiração para escrever Livros da Bíblia já foi encerrada no tempo dos Apóstolos. Agora não se acrescenta mais nenhum Livro.

LIVROS APÓCRIFOS: São os Livros não inspirados. Também não quer dizer que sejam falsos. São até piedosos e edificantes. Seus escritos estão misturados com lendas e muita imaginação. Não fazem parte dos Livros Canônicos.

2.6 – MODO DE FALAR DOS HEBREUS


Precisamos ter bem claro que os escritores da Bíblia eram pessoas simples, diferentes dos gregos e latinos, que eram desenvolvidos na filosofia e usavam uma linguagem racional. O povo de Deus usava uma linguagem bem concreta, personificando seu pensamento.

Ex: "humanidade" = carne (Gn. 6, 12); Para dizer que a mulher tinha a mesma natureza humana do homem, Adão se expressou com esta linguagem: (Gn 2,23) - "Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne da minha carne".

Quem não leva em conta essas coisas próprias da língua do povo que escreveu a Bíblia, não vai entender a Palavra de Deus.

2.7 - A palavra "irmão" e os hebraísmos


Os orientais gostavam muito de usar provérbios. Recorriam as hipérboles (expressões exageradas).

Ex: "É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus".( Mt. 19, 24).

Outra coisa que precisamos entender são os "HEBRAÍSMOS", ou seja, certas expressões próprias da língua hebraica que não tem tradução em outras línguas. Ex: alguém ama uma pessoa mais que a outra - ama uma pessoa e odeia a outra (Lc. 14, 26).

Precisamos notar também a palavra "IRMÃO". No hebraico não existem as palavras "primos, tio, tia, sobrinhos, etc." Qualquer parentesco usa-se a palavra Irmão.

Ex: Mt. 13, 55-56; Mt. 12, 48; Gn. 11, 27-28; Gn. 13, 8

2.8 - Formas literárias da Bíblia

Para entendermos qualquer Livro da Bíblia, precisamos saber a que gênero literário pertence, ou seja, a forma de literatura usada para escrever. Forma literária é o conjunto de regras e expressões usadas para escrever tal tipo de Livro. Os gêneros literários que se encontram na Bíblia são os seguintes:

Tratados Religiosos: Com aparência de narração histórica, apresentam verdades religiosas. Não podem ser entendidos como história propriamente dita. Ex. Gn. 1 a 11.

História Popular: é quando mistura um pouco de história verdadeira com elementos de fantasia. Trata-se de um modo de ensinar a religião.

Histórias Descritivas: Possui uma finalidade religiosa, mas os personagens e os fatos são todos verdadeiros, documentados pela história.

Gênero Didático: São Livros que trazem instruções religiosas ou morais. Fazem recomendações e dão orientações de vida.

Gênero Profético: Apresentam a Palavra de Deus através dos profetas, que advertem, repreendem e encorajam o Povo de Israel diante da realidade em que vive.

Gênero Apocalíptico: São visões proféticas sobre a sorte do Povo de Deus.

Gênero Poético: Apresenta a Palavra de Deus à maneira de poesia, usando, portanto, de maior liberdade e recurso literário.

Gênero Jurídico: é a Palavra de Deus apresentada sob a forma de Lei. É um modo de escrever bem diferente daquele usado na poesia.

Gênero Epistolar: "Epistola" é uma palavra latina que significa carta. O gênero epistolar traz a Palavra de Deus à maneira de Cartas dirigidas a certas comunidades ou pessoas.

2.9 - O significado dos números na Bíblia


Na mentalidade dos povos antigos, os números tinham um sentido simbólico. Muitas vezes significavam qualidade e não quantidade. Os orientais não sabiam falar sem recorrer ao simbolismo dos números e dos provérbios. Assim, por exemplo, para dizer que uma pessoa era virtuosa e abençoada por Deus, a Bíblia diz que tal pessoa viveu uma grande soma de anos.


Os números ímpares eram sempre mais perfeitos que os pares. Pelo fato de serem mais facilmente divisíveis, os números pares eram inferiores, pois davam a idéia de coisa fraca. Os números simbólicos mais freqüentes na Bíblia são: UM, TRÊS, SETE, DEZ e DOZE. O Dez e o Doze não são ímpares, mas tinham uma razão especial para entrar na lista dos números simbólicos.

UM: era o número perfeito por excelência, por ser o primeiro ou origem dos outros números.

TRÊS: era número perfeito por ser o primeiro composto de ímpar, e por representar o triângulo, que era uma figura perfeita, com três faces iguais.

SETE: o mais significativo na linguagem bíblica. Começa por isto: Deus fez o mundo em sete dias (Gn. 1, 1-31; 2, 1-2). Indicava perfeição e totalidade.

Quando Pedro perguntou a Jesus se deveria perdoar o irmão até sete vezes, o Senhor respondeu-lhe: - "Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete" (Mt. 18,21-22). O perdão deve ser completo - infinitamente.

DEZ: entrou na lista dos números perfeitos, apesar de não ser ímpar, porque dez são os dedos das mãos. E essa era a maneira primitiva de se contar.

4 DOZE: era um número simbólico porque o ano divide-se em 12 meses. Indica plenitude e perfeição. As tribos de Israel eram doze (Gn 35, 22-26). Os Apóstolos eram doze (Mt 10,1-5). O número dos eleitos era 144 mil, sendo doze mil de cada uma das tribos de Israel (Ap.7,4-8).

2.10 - Nome de Deus na Bíblia


Quando Jesus nasceu, foi-lhe dado um nome. Antes disso, não se encontra na Bíblia nenhum lugar onde se dê um nome a Deus. Mesmo quando Moisés perguntou a Deus qual era o Seu Nome, Deus não lhe disse qual o Seu Nome. Mas usou de expressão em lugar do nome.

Para o Povo de Deus o nome não era apenas uma palavra externa com a qual chamamos alguém. O nome possuía um conteúdo interior. Deveria significar aquilo mesmo que a pessoa era no íntimo de seu ser. Daí a dificuldade de se chamar Deus por um nome. Quem poderia penetrar o íntimo divino?

Na Bíblia encontramos certas expressões que designavam a Pessoa Divina. Eis as mais conhecidas:

Elôhim: é o plural de "El"ð O SENHOR.

ADONAI: quer dizer MEU SENHOR ou MEU DEUS.

ELYON: significa a parte mais alta de um lugar. É usada para dizer O DEUS ALTÍSSIMO.

EL SHADDAI: palavra que significa O TODO PODEROSO.

JAVÉ: (Jaheweh) quer dizer: EU SOU AQUELE QUE SOU.

4 Jeová: é uma tradução errada de "Yahweh".Os judeus tinham excesso de respeito com o nome de Deus. O segundo mandamento do Decálogo (10 mandamentos) não permitia que se pronunciasse o nome de Deus em vão. Então por medo de usar indevidamente um nome tão sagrado, os judeus passaram a escrever "Javé" somente com as quatro consoantes, sem as vogais. Então ficou YHWH. Mais tarde, colocaram as vogais da palavra Adonai e surgiu " Yehowah" ( Jeová ) em lugar de Yaheweh ( Javé ). Quer dizer DEUS.


2.11 - Como estão agrupados os Livros na Bíblia

ANTIGO TESTAMENTO - 46 Livros

Pentateuco
Livros históricos
Livros sapienciais
Livros proféticos

1. Gênesis - Gn
1. Josué - Js
1. Jó - Jo
1. Isaias - Is

2. Êxodo - Ex
2. Juízes – Jz
2. Salmos - Sl
2. Jeremias - Jr

3. Levítico - Lv
3. Rute - Rt
3. Provérbios - Pr
3. Lamentações - Lm

4. Números - Nm
4. I Samuel - I Sm
4. Eclesiastes - Ecl
4. Baruc - Br

5.Deuteronômio - Dt
5. II Samuel - II Sm
5. Cânt. dos Cânticos - Ct
5. Ezequiel - Ez


6. I Reis - I Rs
6. Sabedoria - Sb
6. Daniel - Dn


7. II Reis - II Rs
7. Eclesiástico - Eclo
7. Oséias - Os


8. I Crônicas - I Cr

8. Joel - Jl


9. II Crônicas - II Cr

9. Amós - Am


10. Esdras - Esd

10. Abdias - Ab


11. Neemias - Ne

11. Jonas - Jn


12. Tobias - Tb

12. Miquéias - Mq


13. Judite - Jt

13. Naum - Na


14. Ester - Est

14. Habacuc - Hab


15. I Macabeus - I Mc

15. Sofonias - Sf


16. II Macabeus - II Mc

16. Ageu - Ag


17. Zacarias - Zc


18. Malaquias - Ml



NOVO TESTAMENTO - 27 Livros

Evangelhos
Escritos de Lucas
Cartas de São Paulo
Epístolas Católicas
Escritos de João

1. Mateus - Mt
1. Atos dos Apóstolos - At
1. Romanos - Rm
1. Tiago - Tg
1. Apocalipse - Ap

2. Marcos - Mc

2. I Coríntios - ICor
2. I Pedro - I Pd


3. Lucas - Lc

3. II Coríntios - II Cor
3. II Pedro - II Pd


4. João - Jo

4. Gálatas - Gl
4. I João - I Jo




5. Efésios - Ef
5. II João - II Jo


6. Filipenses - Fl
6. III João - III Jo


7. Colossenses - Cl
7. Judas - Jd


8. I Tessalonicenses - I Ts


9. II Tessalonicenses - II Ts


10. I Timóteo - I Tm


11. II Timóteo - II Tm


12. Tito - Tt


13. Filemôn - Fm


14. Hebreus - Hb



PENTATEUCO

É uma palavra grega que significa "cinco livros". O Pentateuco reúne os cinco primeiros livros da Bíblia. O Pentateuco era também chamado de Torá = Lei.

Gênesis: palavra grega que significa origem. Narra as origens do mundo e do homem e a formação do Povo de Deus e a história dos Patriarcas.

Êxodo: palavra latina, que significa saída. Trata da saída do Povo de Deus do Egito, a passagem pelo Mar Vermelho; fala dos Dez Mandamentos e a caminhada do Povo à Terra Prometida.

Levítico: Levi era um dos doze descendentes de Jacó. É um Livro que trata das leis sobre o culto divino.

Números: chama-se Números por causa dos recenseamentos e séries de números neles contidos. Narra a parte final da caminhada do Povo de Deus pelo deserto, do Sinai até a Terra de Canaã.Fala das lutas que os israelitas enfrentaram perante os povos que ocupavam as fronteiras da Palestina ou Terra Prometida.

Deuteronômio: Deuteronômio quer dizer Segunda Lei. São Leis que deveriam ser obedecidas quando o Povo entrasse na Terra Prometida.

LIVROS HISTÓRICOS

Contam a história do Povo de Deus. Uma história feita de bênçãos e de castigos, mostrando sempre a fraqueza do homem e a misericórdia de Deus. Essa história tem como cenário a Palestina e os períodos de exílio nas terras pagãs.

Josué: Com a morte de Moisés, Josué conduz o Povo de Israel até Canaã. O Livro narra a conquista da Terra Prometida.

Juízes: Depois da morte de Josué até a Constituição do Reino, as Tribos de Israel eram invadidas por povos inimigos. Então certos líderes defendiam o povo. Tais chefes eram chamados de Juízes. Não se sabe quem escreveu este Livro.

Rute: Conta a história de Rute, que se casa com Booz. Rute é modelo de piedade e de fidelidade. Ela se torna bisavó do rei Davi. Rute era estrangeira – maobita – por isso é sinal de que a salvação de Deus se estende a todos os povos.

I Samuel: Foi o último Juiz de Israel. Foi também um grande Profeta. Consagrado a Deus desde a infância, foi educado pelo sacerdote Eli. Pelo ano de 1200 a.C Samuel unifica as Tribos de Israel para poder enfrentar os filisteus. Como chefe político e religioso, unge Saul como Rei de Israel.

II Samuel: O Livro de Samuel foi dividido em dois. Este segundo Livro narra o reinado de Davi.

I Reis: Conta a história dos israelitas depois da morte do rei Davi (970 a.C) até a destruição de Jerusalém e a deportação do Povo de Israel por Nabucodonosor, no ano 587 a.C.

II Reis: Este Livro narra a história dos reis de Israel e Judá, mostrando os desígnios de Deus.

I Crônicas: Também chamado de “Paralipômenos”, formavam uma só obra com os Livros de Neemias e de Esdras.

II Crônicas: Mostram o culto e a fidelidade do povo de Israel à Aliança.

Esdras: É a continuação do Livro das Crônicas. Supõe-se que o autor seja o mesmo. Conta a restauração religiosa de Israel em 538 a.C, quando Ciro, rei da Pérsia, autorizou a volta dos judeus para Jerusalém.

Neemias: Forma um só Livro com Esdras. Assim que os judeus regressaram a Jerusalém, começaram a reconstrução do Templo e do Muro de Jerusalém.

Tobias: Tobias é exemplo de um israelita justo. É um Livro que mostra a fé e a piedade deste jovem.

Judite: Mostra que a fé e a confiança em Deus são mais forte que um exército armado.Judite é a jovem israelita fiel a Lei. Ela defende seu povo, acreditando na bondade de Deus.

Ester: Forma uma unidade com o Livro de Judite. Ambos tem a mesma finalidade. A rainha Ester era esposa de Assuero, rei da Pérsia. E ela intercede e salva seu povo, os judeus estabelecidos na Pérsia, onde eram duramente hostilizados.

I Macabeus: Abrange um período de 40 anos. Conta a lutas empreendidas pelos Macabeus contra os generais sírios, em defesa de Jerusalém. “Macabeu” quer dizer “martelo”. Eram 5 irmãos, filhos do sacerdote Matatias.

II Macabeus: Foi escrito aproximadamente no ano 100 a.C. Mostra a crença na imortalidade da alma.

LIVROS SAPIENCIAIS

Falam da sabedoria dos homens e da experiência do amor de Deus na vida da comunidade. Estes Livros contêm orações, cânticos e poesias, escritos e vividos à luz da fé.

Jó: Apresenta o problema do sofrimento num estilo poético. Esse Livro trata-se, provavelmente, de uma parábola.

Salmos: Salmos quer dizer “Louvores”. São poesias para serem cantadas. Ao todo são 150 salmos. Boa parte foi composta pelo rei Davi.

Provérbios: Parte deste Livro foi escrita pelo rei Salomão – filho do rei Davi. O autor fala de um Deus criador e justo, misericordioso e inefável.

Eclesiastes: Não se sabe ao certo quem o escreveu. Mostra a instabilidade e a insegurança da vida presente, mas também muitas coisas boas que vem de Deus.

Cântico dos Cânticos: Significa: “O canto por excelência” ou “O mais belo dos cânticos”. É um cântico de amor, bem no estilo oriental. Toma como exemplo o amor do esposo e da esposa, mas quer mostrar o amor de Deus com o seu Povo, com quem fez uma Aliança.

Sabedoria: Foi escrito por um judeu que morava no Egito. O nome do autor não se sabe. Fala da imortalidade da alma e do destino eterno do homem.

Eclesiástico: Conhecido também como “Sirac”. Foi escrito mais ou menos no ano 120 a.C. Mostra o valor estável da Lei de Deus.

LIVROS PROFÉTICOS

Profeta não é uma pessoa que prevê o futuro, mas uma pessoa que fala em nome de Deus.

Isaías: É o maior profeta de Israel. Nasceu em Jerusalém por volta do ano 760 a.C. Com 20 anos começou a profetizar. Exerceu essa missão durante 50 anos. É o profeta da Justiça.

Jeremias: Nasceu no ano 650 a.C. Profetizou durante quarenta anos. Foi o profeta das desgraças. Predisse a deportação dos judeus. Jeremias lutou pela reforma religiosa de Israel.

Lamentações: Composto nos anos após a destruição de Jerusalém, em 586 a.C. Contém orações, lamentações e súplicas. Este Livro era lido anualmente pelos judeus, no aniversário da destruição do Templo.

Baruc: O profeta exorta o povo a fazer penitência. Baruc quer dizer “abençoado”. Foi secretário de Jeremias.

Ezequiel: Ezequiel quer dizer “aquele que Deus faz forte”.Exerceu sua função no meio dos judeus deportados para a Babilônia.

Daniel: O autor do Livro é desconhecido. Daniel é o nome do personagem ideal que sofre no exílio. Tem fé viva e ardor patriótico. Foi escrito durante a perseguição de Antíoco, entre 167-163 a.C. O autor pretende consolar e animar os que são perseguidos pelo rei.

Oséias: Exerceu seu ministério por volta do ano 750 a.C. Fala da infidelidade de Israel para com seu Deus, e compara a união de Deus com seu povo ao amor de um noivado. É o profeta da Ternura de Deus. É chamado de Profeta Menor.

Joel: Profetizou no reino de Judá e Jerusalém, onde nasceu. Fala do culto divino e do amor Divino. É chamado de Profeta Menor.

Amós: Era camponês, de alma simples e fervorosa.Pastor de ovelhas nas proximidades de Belém. Profetizou durante o reinado de Jeroboão II. Amós condenou as injustiças sociais que massacraram a Samaria. É chamado de Profeta Menor.

Abdias: Profetizou pelos anos 550 a.C. Anunciou castigos contra Edom e o triunfo de Israel no dia de Javé. É chamado de Profeta Menor.

Jonas: O Livro deve ser uma espécie de parábola. Mostra que Deus chama à conversão, não somente os judeus, mas também os pagãos. É chamado de Profeta Menor.

Miquéias: Nasceu perto de Hebron. Anunciou a ruína da Samaria. Predisse que o Messias nasceria em Belém. É chamado de Profeta Menor.

Naum: O profeta fala da grandeza de Deus e do poder com que o Criador governa o mundo. Alegra-se com a queda de Nínive, que se deu no ano 608 a.C. É chamado de Profeta Menor.

Habacuc: Profetizou entre os anos 625 a 598 a.C. Predisse a invasão dos caldeus. Foi um profeta filósofo. Anunciou que Deus salvaria os justos e puniria os maus. É chamado de Profeta Menor.

Sofonias: Profetizou no reinado de Josias pelo ano de 625 a.C. Predisse a justiça divina, anunciando o Dia de Deus, ocasião em que serão punidos todos os maus, pagãos ou judeus. Fala também da felicidade dos tempos messiânicos. É chamado de Profeta Menor.

Ageu: Exerceu seu ministério em Jerusalém no ano de 520 a.C, quando era reconstruído o templo. Anima o povo com esperança dos tempos messiânicos. Ageu quer dizer “aquele que nasceu durante a festa” ou “peregrino”. É chamado de Profeta Menor.

Zacarias: É contemporâneo de Ageu. Prega uma reforma moral e exorta o povo a reconstruir o templo. Fala da vinda do Messias e da conversão das nações. É chamado de Profeta Menor.

Malaquias: Malaquias quer dizer “meu mensageiro” Fala do amor de Deus pelo seu povo. Denuncia as infidelidades do povo. É chamado de Profeta Menor.

EVANGELHOS

O Evangelho é um só. Quando falamos em quatro Evangelhos, estamos nos referindo às quatro redações do mesmo Evangelho, feita por quatro Evangelistas diferentes e datas diversas. É neste sentido que podemos dizer Evangelho de São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. Os três primeiros são mais semelhantes entre si. Narram quase sempre os mesmos fatos. Por isso, são chamados SINÓTICOS.

Os Evangelistas não pretendem escrever uma biografia de Jesus. Seu objetivo principal é provar que em Jesus, cumpriram-se todas as profecias a respeito do Messias. Por isso, a preocupação dos Evangelistas é mostrar a divindade de Jesus e a Sua missão divina. O conteúdo principal da pregação de Jesus é o “Reino de Deus”.

Mateus (1)

Era do grupo dos Doze Apóstolos

Marcos (2)

Não era do grupo dos Doze Apóstolos


Evangelhos

Sinóticos

João (4)

Era do grupo dos Doze Apóstolos

Lucas (3)

Não era do grupo dos Doze Apóstolos


EVANGELHO - Boa Nova ou Boa Notícia.



1. Mateus: é representado pela figura de um Homem, porque começou a escrever seu Evangelho dando a genealogia de Jesus. Mateus é um nome hebraico que significa “dom de Deus”. Mateus era cobrador de impostos em Cafarnaum, por isso se intitulava “Mateus o publicano”. Era também chamado Levi. Foi convidado pessoalmente por Jesus para ser discípulo. O Evangelho de Mateus é dirigido aos judeus convertidos e quer mostrar que Jesus de Nazaré é o herdeiro das promessas feitas por Deus a Davi. Portanto, Jesus é o Messias anunciado pelos profetas.


2. Marcos: é representado pela figura de um Leão, porque começou a narração de seu Evangelho no deserto, onde mora a fera Era também chamado de João Marcos. Marcos era primo de Barnabé e discípulo de Pedro. Redigiu o Evangelho a partir das pregações de Pedro. Põe em evidência os milagres de Jesus, pois pretende mostrar a bondade do Senhor e a sua divindade. Seu Evangelho se dirige aos cristãos vindos do paganismo (gregos e romanos).


3. Lucas: é representado pelo Touro, porque começa o Evangelho falando do templo, onde eram imolados os bois. Lucas nasceu em Antioquia da Síria, de família pagã. Converteu-se por volta do ano 40. Estudou Medicina. Não foi discípulo de Jesus, mas de Paulo. Lucas escreveu o Evangelho como historiador. Talvez pelo ano 67 d.C. Dirige seu Evangelho aos cristãos de origem pagã (gregos e romanos). O objetivo de seus escritos é o fortalecimento na fé. É o evangelista que mais fala do nascimento e da infância de Jesus. Dá destaque especial a misericórdia de Deus.


4. João: é representado pela Águia, por causa do elevado estilo de seu Evangelho, que fala da Divindade e do Mistério Altíssimo do Filho de Deus. É filho de Zebedeu e Salomé. Era pescador do Mar da Galiléia, por onde Jesus passou e o chamou para ser Apóstolo, juntamente com Tiago, seu irmão. João era chamado o “discípulo amado”. Começou a seguir Jesus quando tinha 19 anos e foi testemunha de toda a missão do Senhor.Fala da “vida eterna” como realidade já presente na terra, na Pessoa de Jesus. João escreve aos cristãos.

ATOS DOS APÓSTOLOS

Conta como tiveram origem e como eram as primeiras comunidades da Igreja. Mostra as lutas e dificuldades da Igreja nos seus primeiros anos. Destaca, logo no início a pregação e o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição do Senhor. O Livro dos Atos é uma continuação do terceiro Evangelho (Lucas) As duas personagens de destaque no Livro dos Atos são os Apóstolos Pedro e Paulo. O livro dos Atos salienta a ação do Espírito Santo na vida da Igreja. Foi escrito entre os anos 70 a 80 d.C. Apresenta a experiência vivida pela Igreja primitiva, com aqueles quatros pontos fundamentais para a vida da Igreja:

Quérigma: é o primeiro anúncio do Evangelho ou chamado à conversão.

Catequese: educação na fé ou aprofundamento no conhecimento da Palavra de Deus.

Vida em Comunidade: experiência muito forte onde partilhavam os bens, a oração era em comum e a participação na Eucaristia.

Missão: Missão Apostólica – exercício do poder que os Apóstolos receberam de Jesus.

ü EPÍSTOLAS

São 21 as Cartas ou Epístolas. As 14 primeiras são chamadas Epístolas Paulinas; as 7 restantes, chamadas Epístolas Católicas.

ü EPÍSTOLAS PAULINAS:

Romanos: Carta que São Paulo escreveu a uma Comunidade Cristã de Roma, no ano de 57 d.C. Fala das conseqüências do pecado e que o homem é salvo pela fé em Jesus Cristo, por pura misericórdia de Deus.

I Coríntios: São Paulo escreveu de Éfeso aos cristãos da cidade de Corinto, no ano 55 d.C, para repreendê-los quanto aos abusos e disputas que surgiram na comunidade. Prega a humildade, inspirada na cruz de Jesus. Recomenda a caridade

II Coríntios: Seis meses depois São Paulo escreve a segunda carta. Manifesta suas tribulações e esperanças.

Gálatas: Escreveu nos anos 48 ou 56 d.C a uma comunidade da Galácia, para resolver problemas surgidos por causa dos judeus convertidos, que quiseram impor sua lei judaica aos cristãos vindos do paganismo.

Efésios: Escreveu quando estava preso em Roma, nos anos 61 a 63 d.C. Recomenda unidade dos cristãos.

Filipenses: Também estava preso. A carta tem um cunho muito pessoal. Manifesta alegria e afetividade.

Colossenses: Fala do mistério de Cristo e da Igreja e acrescenta uma série de conselhos morais aos cristãos que vivem uma vida nova em Jesus Cristo.

I Tessalonicenses: é a carta mais antiga que São Paulo escreveu. Foi por volta do ano 50 d.C. Fala da alegria que sente ao saber da felicidade deles e de poder contar com seu progresso espiritual.

II Tessalonicenses: Adverte os fiéis a respeito das falsas idéias sobre a volta gloriosa de Jesus.

I Timóteo: É uma carta dirigida aos bispos aos quais São Paulo dá normas de pastoral. Timóteo é seu discípulo e companheiro de viagem.

II Timóteo: Dá normas de vida para homens, mulheres, diáconos e Bispos. Fala também como devemos tratar as viúvas, os anciãos e os escravos.

Tito: Tito é um grego, colaborador de Paulo. Nesta carta orienta a respeito de como organizar as comunidades cristãs na ilha de Creta.

Filemôn: é uma carta curtinha. Dirigida a um cristão rico de Colossos, cujo escravo fugitivo tinha vindo procurar proteção junto a Paulo. Pede que perdoe o escravo arrependido e convertido ao cristianismo.

Hebreus: Talvez esta carta não tenha sido escrita por Paulo. As idéias são suas, mas o estilo é bem diferente. É dirigida aos judeus que receberam o batismo e sofrem por deixar o templo e a sinagoga.

EPÍSTOLAS CATÓLICAS (católica significa “universal”)

Tiago: Também chamado de “irmão do Senhor” é o Tiago Menor, filho de Alfeu. Foi bispo de Jerusalém. A carta tem a espiritualidade do Sermão da Montanha. Traz conselhos para a vida moral. Recomenda a prática da caridade, da justiça e da piedade.

I Pedro: Fala da alegria do cristão e da unidade de todos os batizados em Jesus Cristo. Dirigida aos cristãos que sofrem por causa da fé, esta carta lembra a importância da cruz de Cristo e exorta todos a uma vida de santidade.

II Pedro: O conteúdo é semelhante à Carta de Judas. Rejeita as doutrinas pregadas por falsos profetas de vida corrupta. É uma exortação à fidelidade a Cristo e ao amor de Deus, lembra a vinda de Jesus.

I João: As três cartas que seguem foram escritas pessoalmente pelo Apóstolo e Evangelista São João. Na primeira carta, João fala que Deus é Amor e Luz. Por isso, o cristão deve se comportar como filho da Luz, fugindo do pecado.

II João: Dirigida a uma comunidade da Ásia, é uma exortação a caminhar na verdade e no amor.

III João: Dirigi-se a um certo “Gaio”, a quem elogia suas virtudes.

Judas: Foi escrita, talvez em Jerusalém pelo ano 65 d.C. Ela põe os fiéis de alerta perante falsas doutrinas e falsos mestres.

APOCALIPSE

Significa “revelação” Trata-se de um Livro profético. Foi escrita às Sete Igrejas (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia) da Ásia Menor, por volta do ano 100 d.C, por São João Evangelista, quando estava exilado na ilha de Patmos. Naquela época tais Igrejas passavam por dura provação – perseguição religiosa. Muitos cristãos sentiam-se desanimados e até desesperados. É para esses cristãos que João escreve o Apocalipse. Trata-se de uma mensagem sobrenatural, transmitida de maneira misteriosa e simbólica, por causa do clima de perseguição.

2.12 - Como manusear a Bíblia?

Para manusear a Bíblia é necessário seguir alguns passos:



Saber o Nome ou o Título do Livro - ver se o Livro está no Antigo ou no Novo Testamento;

(oriente-se pelo índice). No índice, verificar a abreviatura do Livro.

Número do Capítulo está sempre em tamanho grande, no início do capítulo do Livro.

Número do versículo está sempre em tamanho menor, espalhado pelo meio do texto.

Entre o número do capítulo e do versículo vai sempre uma vírgula.

Se o texto abranger mais de um versículo, então separa-se a seqüência dos versículos por um traço.

Ás vezes encontramos um “s” ou dois “ss” depois do versículo. Quer dizer “versículo seguinte” ou “versículos seguintes”.



Mt 4 , 23 - 25

Número do Capítulo

Nome do Livro

Números dos Versículos

Portanto, se lê: Evangelho de São Mateus, Capítulo 4, versículos de 23 a 25

Ás vezes encontramos um “a” ou um “b” após o versículo. Indicam se é a primeira ou a segunda parte do versículo. Isso acontece quando o versículo é formado por uma ou mais frases.



2.13 - Qual a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia “protestante”

Existe uma diferença quanto ao número de Livros. O Novo Testamento da Bíblia evangélica e o nosso são iguais = 27 Livros. Mas o Antigo Testamento da Bíblia evangélica ou protestante não possui 7 Livros que fazem parte da Bíblia Católica.

A Bíblia dos evangélicos não possui o Livro de Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I Macabeus e II Macabeus. Além disso, o Livro de Daniel na Bíblia protestante, não tem os capítulos 13 e 14, e os versículos 24 a 90 do capítulo 3. Não tem também os capítulos 11 a 16 de Ester.

Explicação:

Os judeus eram radicalmente nacionalistas. Por isso, achavam que Deus só poderia inspirar os Livros escritos na língua dos judeus, que era o hebraico e o aramaico. Achavam também que a Palavra de Deus só poderia ser escrita dentro do território de Israel, e até o tempo de Esdras.

Quando os judeus começaram a ser espalhar pelo mundo, logo após a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C), eles mesmos viram a necessidade de traduzir o Livro Sagrado para o grego, que era a língua mais universal daquela época. E, nessa tradução foram incluídos esses 7 Livros (que estavam escritos em grego). Foi daí que surgiram as discussões. Os fariseus que zelavam pela pureza e conservação das escrituras Sagradas não quiseram aceitar esses 7 Livros como inspirados por Deus. Isso não quer dizer que tanto uma como a outra não são verdadeiras. Todas as duas são Palavra de Deus.

2.14 – Partidos Políticos na época de Jesus.

4 Saduceus: Eram grandes proprietários de terra, membros da elite sacerdotal, controlavam o sinédrio e o templo de Jerusalém e cultuavam a Tora.

4 Escribas: Eram intérpretes da Lei (Sagradas Escrituras). Eram os “doutores” que atuavam nas escolas rabínicas.

4 Fariseus: Várias camadas sociais. Eram minuciosos nas regras de pureza (“separação”). Foram criticados por Jesus e acreditavam na imortalidade da alma.

4 Zelotas: Eram dissidentes dos fariseus, pretendiam expulsar os dominadores com armas. Foram zelotas: Simão, Judas Iscariotes.

4 Essênios: Puritanos viviam em comunidades fechadas (QUWRAM), perto do Mar Morto. Praticavam o celibato e viviam de muito trabalho. Aguardavam a vinda do Messias.

3.0 – SACRAMENTOS

3.1 – Plano de Deus

Deus nos criou para a felicidade e por isso fez um plano. Nós pelo pecado, entortamos as linhas mestras do plano do amor. Assim Deus mandou seu próprio Filho que se fez um dos nossos, morreu por nós, ressuscitou para nos garantir a continuidade do plano.

Só Jesus Cristo, Deus homem, poderia ser tão original ao inventar tais encontros, que fossem sinais certos de sua presença amiga durante toda a nossa vida. Esses encontros são meios que Jesus formulou para conhecermos os sacramentos.

Deus mesmo fala por sinais, todas as criaturas são “os rastros” da passagem dele. Quando quis se tornar presente neste mundo para reconstruir seu plano, tornou-se um sinal. Fez-se visível, palpável, eminência da carne, através da encarnação tornando-se pois um sacramento. Voltando para o Pai, Cristo deixa-se continuar aqui através de um sinal: A Igreja.


3.2 - Os Sacramentos são sinais.


A definição exata de Sacramento é: "Um sinal visível e eficaz da graça, instituído por Jesus Cristo, para nossa santificação".

Jesus escolheu sinais que faziam parte da vida do povo hebreu, pois naquele tempo quem se dispunha a mudar de vida se submetia a um banho de purificação e chamou a essa presença do Amor de Deus que age em nós: Espírito Santo.

Os sacramentos são expressões de fé, de união da graça e da benção de Deus que nos leva a comprometer cada vez mais com nossos irmãos, nos faz crescer na capacidade de servir e transformar a sociedade; por isso Deus nos criou para sermos felizes, nos deu inteligência e liberdade mas em troca pediu o nosso amor e nossa fidelidade.

Jesus Cristo é o grande sacramento do amor para com os homens: sinal visível e eficaz. Visível porque fez-se homem como nós, vivendo numa região definida e em tempo conhecido, presente em nossa história e eficaz porque quem crer em Jesus Cristo tem a garantia da salvação.


1º Um sinal sensível

Podemos dividir em três partes
2º Instituído por Jesus Cristo


3º Graça


1º Um sinal sensível: Constitui a parte material do Sacramento. Nos sinais que constituem a parte material de um sacramento, temos dois elementos: O primeiro denominamos matéria = água do batismo. O segundo elemento chama-se forma. São palavras ou gestos que dão significado ao ato.

2º Instituído por Jesus Cristo: O poder humano não pode ligar a graça interior a um sinal externo. Isso é algo que somente Deus pode fazer, e que nos leva a segunda definição de Sacramento: "Instituído por Jesus Cristo". A Igreja não pode criar novos Sacramentos, e não pode haver nunca nem mais e nem menos que sete, os sete que Jesus nos deu: Batismo, Eucaristia, Confirmação, Penitência, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos.

3º Graça: Voltando a nossa atenção para o terceiro dos elementos, vimos que seu fim é dar a Graça Santificante. Graça é Deus conosco e nós em Deus. É sintonia em Deus e o homem. É estreita união.

Mas para recebermos a graça que os Sacramentos transmitem, é necessário que tenhamos disposições interiores. A quantidade de Graça recebida depende de nós, não depende de quem administra.

Por esse motivo procuremos aprender a liturgia sacramental que é rica em gestos tornando presente a grande realidade que é Cristo, sendo que ele próprio se doa a nós como prova de amor infinito em todos os sete sacramentos.

Como o homem por seus esforços jamais poderia chegar a Deus, então Deus toma a iniciativa e chega até o homem através do sacramento.

Os sete Sacramentos nos acompanham em toda a nossa vida espiritual.

Ordem Natural

Ordem Sobrenatural

Nascer
é
Batismo

Crescer
é
Confirmação

Alimento
é
Eucaristia

Remédio
é
Penitência

Comunidade
é
Ordem

Matrimônio
é
Matrimônio

Morte
é
Unção dos Enfermos




3.3 – Sacramento do Batismo

Deus ao criar o homem, além da vida natural, concedeu-lhe uma vida sobrenatural. A graça sobrenatural ia ser a herança que todos os homens transmitiriam a sua posteridade. Mas o homem rechaçou a Deus cometendo o primeiro pecado, perdendo assim a Graça Santificante e a união com Deus.



O próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo, ofereceu a reparação infinita pela ingratidão do homem. Jesus iluminou o abismo que havia entre a divindade e a humanidade.

Para restaurar na alma a graça perdida, Jesus instituiu o Sacramento do Batismo. Através do Batismo a alma passa a participar da própria vida de Deus e a essa participação chamamos Graça Santificante.

É o Sacramento da iniciação cristã, pois nos liberta do pecado original, nos faz sermos acolhidos pelo Pai e nos apresenta na Igreja a qual incorporamos e nos tornamos templos vivos da Santíssima Trindade: “Aquele que permanece em mim e eu nele, este dá muitos frutos, porque sem mim nada podeis fazer”.

O Batismo é como uma semente que se planta, mas que ao longo dos tempos, deve ser cultivada para que cresça e produza frutos; caso contrário de nada adianta. Assim se não for cultivada no dia-a-dia, na oração, na fé, na participação e na vivência de Deus, será uma semente que não germinará.

Como sacramento ele significa a vida nova que o cristão recebe, sendo apresentado na Bíblia através das figuras do Dilúvio (Gn 7 ) e a Passagem do Mar Vermelho (Ex 14, 15-31). Antes de Cristo, este sacramento era administrado por João Batista que pregava a conversão para a vinda do Salvador, por isso ele dizia: “Eu batizo com água, mas aquele que virá depois de mim vos batizará no Espírito Santo”.

A palavra Batismo vem do grego Baptizium que quer dizer: Imergir em Água.

Todo cristão deve permanecer fiel às promessas do Batismo, principalmente àquela de nunca perder a Vida Divina pelo Pecado Mortal, deve ser o “ sal da terra e luz do mundo” e sendo assim, elevado a dignidade de filho de Deus.

A partir do dia de Pentecostes, a Igreja celebrou e administrou o Batismo: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados. Então, recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38)

Os batizados se vestem de Cristo.

O batismo é um banho que purifica, santifica e justifica. Ele é um banho de água no qual a Palavra de Deus produz seu efeito de vida.

O batismo nos abre as portas da Igreja.

Faz de nós participantes da assembléia congregada na fé, que é a Igreja, o novo povo de Deus, o povo da nova e eterna Aliança.

Pelo batismo somos incorporados na Igreja, o Corpo de Cristo. Feito membro da Igreja o batizado não pertence mais a si mesmo (I Cor 6,19), mas àquele que morreu e ressuscitou por nós.

Na comunhão da Igreja, o batizado é chamado a ser sinal e instrumento do Reino de Deus, a viver fraterna solidariedade e a praticar a justiça. O batizado assume um compromisso de viver e testemunhar, como membro de Cristo, a sua fé até as últimas conseqüências, de forma coerente e fiel.

Efeitos do Batismo.

1º) Paga a dívida que o homem tem com Deus ao nascer. Dívida essa contraída pelos nossos primeiros pais, através da desobediência para com Deus.

2º) O Batismo nos torna filhos de Deus, irmãos de Jesus Cristo e templos do Espírito Santo. Nós nos tornamos habitação da Santíssima Trindade."Viremos a ele e nele faremos nossa morada". Jo14, 23.

3º) Infunde em nós as três virtudes teologais: Fé, esperança e caridade. Essas virtudes são infundidas em nós em forma de semente. Compete a nós, através da frequência aos Sacramentos, orações, leitura da Bíblia e boas obras, fazer com que essa semente germine, cresça e dê bons frutos.

4º) Nos faz herdeiros de Deus. Se somos filhos de Deus também somos herdeiros. E a nossa herança é o céu.

5º) É o princípio. É a porta de entrada para os outros Sacramentos. Sem o batismo não podemos receber nenhum outro Sacramento.

6º) Nos faz cristãos. Quer dizer, somos de Cristo. Aqui está nossa vocação cristã, tornamo-nos seguidores de Cristo. Parecidos com Cristo, pelas nossas obras, pela nossa conduta.

7º) Introduz à Igreja. O Batismo nos incorpora à Igreja, nos faz ser Igreja. Faz de nós membros vivos e comprometidos com a Igreja. A Igreja somos nós.

8º) Imprime caráter de Cristão. Se depois de batizados pecamos mortalmente, cortamos a nossa união com Deus e o fluxo da sua graça; perdemos a graça santificante, mas não o caráter batismal, que transformou a nossa alma para sempre.

3.4 - Reconciliação - Penitência - Confissão


Chama-se sacramento da Conversão, pois realiza-se sacramentalmente o convite de Jesus para o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa se afastou pelo pecado.

Chama-se sacramento da Penitência porque consagra um esforço pessoal e eclesial de arrependimento e de satisfação do cristão pecador.

Chama-se sacramento da Confissão porque à declaração dos pecados diante do sacerdote Deus concede o perdão e a paz.

É também chamado de sacramento da Reconciliação porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20).

Quem vive do amor misericordioso de Deus, está pronto a responder ao apelo do Senhor: "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão" (Mt 5,24).

É no sacramento do perdão que Deus reconhece nossas falhas, nossa limitação, mas reconhece também nossa boa vontade. Jesus disse: "Eu detesto o pecado mas amo o pecador".

O próprio Cristo no dia da Ressurreição (Domingo de Páscoa) conferiu aos apóstolos o poder de perdoar os pecados: "Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e aqueles aos quais não perdoardes ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 21-23).


Devemos contar todos os nossos pecados ao padre para receber o perdão, pois com isso nos restitui a vida na graça e nos dá novo vigor para não mais pecar.



Requisitos para receber uma boa confissão

1º Exame de Consciência: Rezar e pensar nos pecados cometidos.

2º Contrição ou arrependimento: Tristeza dos nossos erros e de nossa falta de amor a Deus.

3º Propósito: Evitar o pecado e servir a Deus com mais amor.

4º Confissão: Acusação clara e objetiva dos pecados ou falhas cometidas.

5º Penitência: Nos é dada pelo sacerdote para demonstrarmos nosso arrependimento e a firmeza de nosso propósito de não mais pecar e de reparar as falhas cometidas.

Sem o perdão de Jesus vivemos como filhos pródigos (Lc 15, 11-24). Na parábola do filho pródigo encontramos todos estes requisitos: fazer o exame de consciência, admitir o erro, ter o propósito de voltar para o Pai, confessar e adimitir-se pecador diante do Pai e proferir a sua penitência. "Não sou mais digno de ser chamado seu filho".

Santa Terezinha do Menino Jesus dizia: "Os nosso pecados por mais feios e numerosos que sejam, desaparecem diante da bondade de Deus, como uma gotinha de água no oceano imenso." O Pai do céu nos ama tanto que nos quer sempre perto dele.



3.5 – Sacramento da Eucaristia.


Eucaristia é o sacramento que contém, sob as espécies do pão e do vinho verdadeiro, real e substancialmente presente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, para alimento de nossas almas.

É o sacramento do amor; é a hóstia pura, hóstia santa, a hóstia imaculada; é o Santíssimo Sacramento, a Santa Comunhão.

Jesus disse: Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer desse pão viverá eternamente. E o pão que hei de dar é a minha carne para a salvação do mundo.

Figuras da Eucarístía no Antigo e no Novo Testamento

Ceia Pascal: A pedido de Deus, o povo de Israel deveria repetir a cada ano como lembrança ou memorial da libertação do jugo dos egípcios. (Lev 23, 4 - 14)

O Maná: Deus alimentou o povo hebreu durante 40 anos no deserto com o maná. (Ex 16, 4 - 36)

As duas multiplicações dos pães: (Mt 14, 13 - 21 e Mt 15, 29 – 39)

Promessa da Eucarístia por Jesus Cristo: (Jo 6, 35 – 51)

Foi na Quinta-Feira Santa que Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia.

As palavras de Jesus foram: “Isto é o meu Corpo” e “Isto é o meu Sangue”, o pão e o vinho se convertem no Corpo e no Sangue de Cristo.

Em cada Missa, pelo poder dado por Cristo a todo sacerdote, torna-se presente o sacrifício de Cristo.

A Eucaristia dentre os sacramentos é chamada de Santíssimo Sacramento; por isso, a Igreja nos aconselha a adorarmos, agradecermos e louvarmos a Jesus presente na Santíssima Eucaristia.

Na Missa: especialmente na hora da Consagração e na hora da Comunhão;

Na Adoração ao Santíssimo Sacramento: nas horas santas, nas procissões do Corpo de Deus, acompanhado com toda adoração e reverência.

Para recebermos com adoração a Eucaristia devemos estar em estado de graça (sem pecado mortal), estar em paz e harmonia com todos, ter fé (crer na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia e viver como tal), guardar o jejum eucarístico (uma hora sem comer e nem beber antes da comunhão – nem chicletes, balas etc. Somente água), comungar com respeito e devoção.

Todo sacramento produz efeitos em nós. A Eucaristia aumenta em nós a graça santificante, pois nela encontramos e recebemos o próprio autor da graça: Jesus Cristo.

Ao tratar sobre a Eucaristia, é indispensável falar na santa Missa, pois é no sacrifício eucarístico que a Eucaristia se realiza, especialmente na consagração do pão e do vinho.

A Missa é uma oração, a melhor das orações; a rainha, como dizia São Francisco de Sales. Nela reza Jesus Cristo, homem-Deus. Nós temos apenas de associar-nos. “O que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo dará”, disse Jesus (Jo 16,23).

São João Crisóstomo disse: durante a Missa nossas orações apoiam-se sobre a oração de Jesus Cristo. Nossas orações são mais facilmente atendidas, eficazes, porque Jesus Cristo as oferece ao seu eterno Pai em união com a sua.

Os anjos presentes oram por nós e oferecem nossa oração a Deus.

É o presente mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade.

Cada Missa eleva nosso lugar no céu e aumenta nossa felicidade eterna.

Cada vez que olhamos cheios de fé para a Santa Hóstia, ganhamos uma recompensa especial no céu.

3.6 – Missa


A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico.
Entretanto, se não conhecemos o seu valor e significado e repetimos as orações de maneira mecânica, não usufruiremos os imensos benefícios que a missa traz.

Reflitamos um pouco mais sobre a forma de como cada um participa da Missa lendo a seguinte história:

Numa certa cidade, uma bela catedral estava sendo construída. Ela era inteiramente feita de pedras, e centenas de operários moviam-se por todos os lados para levantá-la. Um dia, um visitante ilustre passou para visitar a grande construção. O visitante observou como aqueles trabalhadores passavam, um após o outro, carregando pesadas pedras, e resolveu entrevistar três deles. A pergunta foi a mesma para todos.

O que você está fazendo?

- Carregando pedras, disse o primeiro.

- Defendendo meu pão, respondeu o segundo.

Mas o terceiro respondeu:

- Estou construindo uma catedral, onde muitos louvarão a Deus, e onde meus filhos aprenderão o caminho do céu.

Essa história relata que apesar de todos estarem realizando a mesma tarefa, porém a maneira de cada um realizar é diferente. Assim igualmente acontece com a Missa. Ela é a mesma para todos, contudo a maneira de participar é diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um:

Existem os que vão para cumprir um preceito;

Há os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações;

E há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.

Compreendamos melhor agora cada parte da Missa:

Na entrada, ato Penitencial, Glória, Oração, nós falamos com Deus.

Na Liturgia da Palavra que compreende as 2 leituras, o Evangelho, a Homilia (Sermão), Deus fala conosco.

A Liturgia Eucarística (3 partes): Ofertório, Oração Eucarística e a Comunhão é o Coração, o Centro da Missa.

No ofertório nós apresentamos nossas oferendas, o nosso amor, o nosso ser representados pelo pão e vinho.

Na oração Eucarística, Jesus consagra nossas oferendas e nos leva consigo até Deus.

Na comunhão, Deus nos devolve esse Dom.

Ao nos unirmos à Cristo unimo-nos também a todos que estão “em Cristo”, aos outros membros da Igreja.

Devemos medir a eficácia das nossas comunhões pela melhora no nosso modo de ser e agir. (Mt 26, 26 - 28 – Mc 14, 22-24 – Lc 22, 19 - 20 – I Cor 11, 23 - 29)



3.7 – O sacramento da Crisma


Crisma é o sacramento que, conferindo os dons do Espírito Santo em plenitude, inaugurado no batismo, põe o fiel no caminho da perfeição cristã e assim o faz passar da infância para a idade adulta, pois é o Sacramento da maturidade Cristã.

Podemos então dizer que a Crisma é o Sacramento da Confirmação do Batismo. É o Sacramento da Juventude. É o Sacramento por excelência do Espírito Santo.

Crisma é uma palavra grega que significa: óleo de ungir. A palavra Confirmação tem aqui o significado de fortalecimento, pois deve tornar o cristão “forte e robusto” no espírito.

Ungir é esfregar o óleo do Crisma na fronte do crismando em forma de cruz. Esse óleo usado na cerimônia de Crisma é consagrado na Missa da Quinta-Feira Santa.

Três coisas são necessárias na administração da Crisma:

A imposição das mãos sobre a cabeça do crismando;

A unção com o óleo do Crisma na fronte do crismando;

As palavras que o Bispo diz: Recebe por este sinal os Dons do Espírito Santo, ao que o crismando responde: Amém.

Normalmente é o Bispo que ministra o sacramento da Crisma, porém ele pode delegar esse poder a um sacerdote em sua ausência.

Na celebração o Bispo faz essa Oração pedindo os Dons do Espírito Santo: “ Deus Todo Poderoso que, pela água e pelo Espírito Santo, fizeste renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviando-lhes o Espírito Santo: dai-lhes, Senhor, o Espírito de Sabedoria e Inteligência, o Espírito de Conselho e Fortaleza, o Espírito de Ciência e Piedade, e enchei-os do Espírito do vosso Temor.”

O Sacramento da Crisma deve provocar no crismando aquilo que o Espírito Santo provocou naqueles que estavam no cenáculo no dia de Pentecostes. Atos dos Apóstolos 2, 1-47.

Para que recebemos o Sacramento da Crisma? Comumente dizemos que a Crisma nos faz soldados de Cristo, que confirma o Batismo, Sacramento do adulto, da responsabilidade. Uma só coisa a Igreja nos garante sobre este sacramento: “Crisma nos concede o Espírito Santo”.

Olhando para a Bíblia, descobrimos que o Espírito Santo tem duas funções:

1º) o de dar a vida através do Batismo.

2º) e o de levar a vida até sua perfeição (santidade) = Crisma.

A confirmação nos dá, pois, o Espírito Santo para levarmos até a perfeição o que recebemos no Batismo. Chegar à perfeição segundo a vontade do Pai.

Talvez possamos dizer que o Batismo constitui mais o aspecto estático ao passo que a Crisma expressa mais o aspecto dinâmico, evolutivo da vida cristã. Uma coisa é ser cristão simplesmente, outra é chegar a plenitude de santidade. Evoluir, é tomar novo impulso, crescer constantemente na vida iniciada no Batismo.

Não podemos permanecer semente; é preciso que a semente germine, cresça e dê frutos em abundância. (At 8, 14 - 19 – At 2, 1-47)

Missão do crismando

Ser bom fermento que leveda a massa.

Fomentar a caridade fraterna.

Comunicar aos outros o amor de Cristo que está nele.

Mostrar, com palavras e com atos, sua maturidade cristã e o desejo de sempre crescer até atingir a plenitude de Cristo.

Crisma não é um sacramento a mais, é o sacramento que faz o autêntico cristão.

Ser cristão é comprometer-se com o Evangelho e ser coerente aos compromissos assumidos em relação a ele.

ü Os sete Dons do Espírito Santo:

Sabedoria: Não a sabedoria do mundo, mas aquela que nos faz reconhecer e buscar a verdade, que é o próprio Deus: fonte da sabedoria. Verdade que encontramos na Bíblia

Entendimento: É o dom que nos faz aceitar as verdades reveladas por Deus.

Conselho: É a luz que nos dá o Espírito Santo, para distinguirmos o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acertadamente a nossa vida, e a de quem pede um conselho.

Ciência: Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A verdade que é vida. por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização da nossa vocação.

Fortaleza: É o dom da coragem para viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até mesmo o martírio, se for preciso.

Piedade: É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Nesse dom nos é dado o sabor das coisas de Deus.

Temor de Deus:Temor aqui não significa "ter medo de Deus", mas um amor tão grande, que queima o coração de Respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou desagradar a Deus.

3.8 – Sacramento do Matrimônio

O matrimônio é um sacramento que estabelece uma santa e indissolúvel união entre um homem e uma mulher e lhes dá a graça de se amarem, procriarem e educarem seus filhos: "...cada homem tenha sua mulher e cada mulher seu marido. Que o marido cumpra seu dever em relação a mulher e igualmente a mulher em relação ao marido. A mulher não dispõe de seu corpo, mas sim o marido. Igualmente o marido não dispõe de seu corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro..." (1Cor 7, 2-5)

Esse sacramento foi instituído pelo próprio Deus no início da criação quando deu a Adão uma companheira - Eva - para que vivessem juntos, numa só carne, em amor fiel e indissolúvel.

Quando um homem e uma mulher procuram o matrimônio cristão é porque Deus os chama para mudar o significado do amor que um sente pelo outro, para submergir o amor humano no mistério do amor de Deus.

O dom do sacramento é ao mesmo tempo vocação e dever dos esposos cristãos, para que permaneça fiel um ao outro para sempre, para além de todas as provas e dificuldades, em generosa obediência, a santa vontade de Deus: "o que Deus uniu, não separe o homem".

Os esposos cristãos são chamados a dar testemunho e Cristo em seu amor mútuo. A isso nos comprometemos mediante o sacramento do matrimônio, a presentear-nos um ao outro não só a luz e o calor do próprio amor, mas tornar isto um sinal de reflexo vivo desse sol de amor que é Cristo. Este compromisso tão audaz se apóia em outro que contrai o próprio Senhor: através do sacramento que Ele nos oferece como ajuda à força de seu próprio amor.

O sacramento do matrimônio que retoma e especifica a graça santificante do Batismo, é a fonte própria e o meio natural de santificação para os cônjuges. Em virtude da morte e ressurreição de Cristo, dentro do qual se insere novamente o matrimônio cristão, o amor conjugal é purificado e santificado: "O Senhor dignou-se sanar, aperfeiçoar e elevar este amor com um dom especial de graça e caridade".

O dom de Jesus Cristo não se esgota na celebração do matrimônio, mas acompanha os cônjuges ao longo de toda existência.



Para refletir:

Indissolubilidade do Matrimônio - Mt 19, 3-9 / Mc 10, 1-12

Cristo não aprova o divórcio - Lc 16,18 / Rm 7, 2-3

Deveres recíprocos dos esposos - Ef 5, 21-33

3.9 – Sacramento da Ordem


É um sacramento social que Cristo instituiu na Última Ceia. É um sacramento no qual Ele concede ao candidato ao sacerdócio o poder sacerdotal e lhe dá as graças para exercê-lo santamente.

O que é um Sacerdote?

É um homem como nós, sujeito a fraquezas, porém separado dos demais para o exercício da doação de Deus aos homens. O Sacerdote é o dispensador do amor de Deus aos homens.

É chamado de Pontífice = ponte - artifice: construtor de pontes; pontes que ligam o Céu à Terra; os homens à Deus; o eterno ao temporal; o pecado à misericórdia.

O sacerdote administra os sacramentos, sinais do amor de Deus aos homens.

O ministro do sacramento da Ordem é o Bispo. Em caso de impossibilidade, o Bispo delega esse poder a outro sacerdote.

Jesus Cristo deu aos apóstolos a plenitude do poder sacerdotal e estes transmitiram essa plenitude a outros, pela imposição das mãos.

Desde o tempo dos apóstolos, têm-se sagrado bispos e ordenado sacerdotes pela imposição das mãos e oração.

Pela ordenação Sacerdotal, Jesus Cristo confere o poder de:

1º Celebrar a Santíssima Eucaristia;

2º Administrar os sacramentos: Batismo, Reconciliação, Eucaristia, Unção dos Enfermos, Matrimônio;

3º Administrar o sacramento da Crisma, quando receber delegação do senhor Bispo pela total impossibilidade deste;

4º Consagrar e benzer (pessoas e coisas).

Somente o sacerdote pode confessar e consagrar.

A ordenação Sacerdotal imprime caráter que nunca se apaga. Chamamos de sinal indelevel. Pela ordenação o sacerdote fica unido de modo especial a Jesus.

Ele é a extensão de Cristo entre os homens, amando-os e dispensando-lhes a salvação proporcionada por Jesus por meio da Igreja em seus Sacramentos.

O sacerdote jamais poderá perder o seu poder sacerdotal, a menos que seja dispensado pelos seus legítimos superiores através da ordem expressa do Santo Padre o Papa.

Jesus chama os jovens a seu serviço. Jovens de todas as nacionalidades, raças e cores. Eles devem ter requisitos básicos de cristãos verdadeiros: Fé viva e operante; Estar pronto ao sacrifício, até da própria vida, no serviço ao Deus que chama; Trabalhar pela salvação dos homens sem distinção de raça ou cor.

3.10 – Sacramento da Unção dos Enfermos

Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova em Cristo. Ora, esta vida nos trazemos " em vasos de argila" (2Cor 4,7). Agora, ela se encontra "escondida com Cristo em Deus", estamos ainda em "nossa morada terrestre" (2Cor 5,1) sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado.

O Senhor Jesus Cristo, médico de nossa alma e de nosso corpo, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o da Penitência e da Unção dos Enfermos.

O Sacramento da Reconciliação cristã que mediante a oração e a unção com óleo santo feita pelo sacerdote, concede ao doente a graça e o alívio espiritual e muitas vezes o conforto corporal, isto é, concede a saúde da alma e do corpo.

O óleo utilizado neste sacramento é um dos óleos que o Bispo abençoa na Quinta-feira Santa. O sacerdote unge a fronte e as mãos do enfermo. o corpo do homem ungido pelo Batismo é santo e por meio deste fazemos o bem. O Sacramento da Unção dos Enfermos faz com que estes tenham forças para testemunhar Jesus Cristo em meio ao sofrimento que passam unindo-se a obra redentora do Filho de Deus.

Quem pode receber a Unção dos Enfermos? Todos os que estão gravemente doentes.
As pessoas que tem mais de 60 anos.

Condições para receber a Unção dos Enfermos:

Estar em estado de graça, isto é, sem pecado;

Receber a Unção com fé, esperança, caridade e resignação à vontade de Deus.

Os sinais sensíveis da Unção dos Enfermos, oração-unção produção de graça, instituição divina, são ministrados pelo sacerdote, de preferência pelo pároco. A matéria usada para a unção é o óleo de oliveira ou planta que é abençoado na Quinta-feira Santa. No ato da unção o sacerdote profere as seguintes palavras: "Por esta santa unção o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo. Deus em sua infinita bondade quis".

4.1 - PECADO

4.1 – Moral Fundamental

Moral = mos, mores (latim) = costume.

Ética = éthos (grego) = costume

imoral = o que é contrário à moral. Ex: a nudez do índio não é imoral, por causa do costume indígena, por causa da cultura.

Moral cristã = costumes religiosos.

Ética = costumes indicados pela razão humana ou valores descobertos pela razão humana.
Ex: o aborto = objeção da consciência. É capitulado em lei, mas é contra a moral cristã. É legal, porém é imoral.

Portanto, nem tudo o que é legal, é ÉTICO, é MORAL.

Quando falamos de moral, de ética, falamos de valores.

O que são valores?

Valor é um conjunto de qualidades que determina o mérito e a importância de um ser referente ao binômio BEM e MAL. Por exemplo:

Caráter, Honra, Fidelidade, Idoneidade.

Ex: Se quero fazer um contrato, procuro uma pessoa honesta.

Se quero casar, procuro uma pessoa que seja fiel, que tenha caráter.

Se quero a verdade, procuro uma pessoa idônea, verdadeira.

Nós nascemos com valores, com razão (somos seres racionais) independentes do credo, religião, porque todos nós nascemos com uma lei eterna que sempre diz "Faça o bem e evite o mal" - este é o princípio da ética.

E nós sabemos quando agimos corretamente porque essa lei está dentro de cada um de nós na faculdade que se chama CONSCIÊNCIA.

Resumindo:

Deus nos criou
Lei eterna
Razão
CONCIÊNCIA

Espaço de liberdade
Nosso pensamento só
Nós e Deus conhecem.
CONCIÊNCIA MORAL


Consciência moral é a faculdade que me aponta se estou agindo bem ou mal.
É a balança. A fonte dessa consciência moral é a opção fundamental que a pessoa faz. Ex: Nós CRISTÃOS - Seguir JESUS CRISTO.

O que contribui para que a pessoa tenha consciência moral?

A educação, a formação, o ambiente em que vive, a cultura, as más inclinações.

Ex: favelado diferente de vocês.

Falamos sobre valor. Será que os valores da ética humana são diferentes dos valores da moral Cristã?

Não. Todo homem deve tender para o Bem, tenha ou não uma fé sobrenatural.

Hoje no Brasil, no mundo inteiro, uma das principais distorções que existe em nossa sociedade é o nível baixíssimo de ÉTICO. O Brasil é o país do jeitinho, onde a maioria das pessoas quer levar vantagem, no entanto, somos chamados do "maior país católico do mundo". Onde está o nosso amor pelo irmão? O que fizemos com o exemplo, com os ensinamentos de Cristo?

Resumindo:

A lei moral nasce a partir das fontes nas quais se inspira (o ambiente em que vivemos, etc...)

A lei moral natural já está no coração das pessoas , lei eterna "Faça o bem e evite o mal".

Depois de falar de moral, de valores, vamos falar de DEUS, a razão de toda nossa vida, nossa existência, porque fomos criados por Ele, e se estamos vivos é por Ele.

Em primeiro lugar existe o fato incontestável da existência de Deus e de que Deus é o único Criador.

Ex: Santo Tomás de Aquino, cientistas.

Em segundo lugar entender como é Deus. Qual é o nosso conceito de Deus.

Deus é Fiel, Misericordioso, Bondade, Não é carrasco.

Deus é amor, nos ama infinitamente, sem cobranças, o que já não acontece conosco. O nosso amor é egoísta. O amor de Deus é infinito.

Como entender a misericórdia de Deus?

Liberdade para decidirmos nossa vida, para aceitá-lo ou não, para crermos Nele em sua doutrina ou não. Temos liberdade para optar e essa opção fundamental é que faz a diferença em nossa vida.

Se nossa opção é seguir a Deus então nós temos que levar a sério, porque não existe meio termo para nada. Ou você é ou não é. Esse é o princípio da filosofia. Ou eu quero ou não quero. Acredito ou não.

Deus nos criou porque nos ama e quando a gente ama quer ver o outro feliz e Deus fez tudo para nossa felicidade. Nos deu tudo e só pediu o nosso amor e nós dissemos NÃO à Ele e o homem continua através dos tempos a dizer não a Deus.

Vamos relembrar a história de Adão e Eva. Agora então nós vamos falar sobre pecado.

O QUE É O PECADO ENTÃO?

É dizer NÃO a Deus, é desobedecê-lo, é querer se igualar a Ele, toda vez que estamos contra a moral, a ética estamos pecando, toda vez que nos omitimos.

Como saber se estou desobedecendo a Deus?

Deus querendo facilitar tudo para nós, nos deixou algumas regras, sinais para seguirmos.

As regras, as leis existem para facilitar a nossa vida.

Quais são essas leis?

OS DEZ MANDAMENTOS

As leis que Deus nos deixou para sabermos se estamos seguindo a Sua vontade e desta forma estamos obedecendo-O, são os DEZ MANDAMENTOS.



Quais são os Dez mandamentos?

1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO

3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA

4°) HONRAR PAI E MÃE

5°) NÃO MATAR

6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE

7°) NÃO ROUBAR

8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO

9°) NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO

l0°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Vamos falar de cada um deles.

1 - Amar a Deus sobre todas as coisas.

Amar a Deus no próximo, através do nosso irmão. Temos que nos assemelharmos à Ele, e para isso nos temos que; Amar a todos A todos perdoar. A todos servir. E a ninguém excluir.

Santo Agostinho definia que o nosso amor por Deus é assim: "Um conflito entre dois amores: o amor de Deus impelido até o desprezo do amor de si." ou "o amor de si impelido até o desprezo do amor de Deus". Quando fomos batizados nós nos tornamos cristãos. Isso quer dizer que nós não somos apenas amigos de Cristo, mas que estamos inseridos (fazemos parte) no seu projeto de salvação, de restauração.

Jesus Cristo veio para restaurar a vida das pessoas, da igreja. Ex: nas Bodas de Caná Ele transformou a água em vinho, deu vida ao filho da viúva de Naim, fez os cegos enxergarem, os surdos ouvirem, os coxos andarem, etc... Nós temos que a exemplo de Jesus Cristo restaurar a vida da sociedade.

E eu restauro a sociedade quando eu ajo com a consciência moral cristã, testemunho Jesus Cristo onde quer que eu esteja, quando luto contra os preconceitos racial, de cor, nível social.

"Deus só pede o nosso amor" - Leia Mt 22, 34-40

2 - Não tomar seu santo nome em vão.

Proíbe todo uso impróprio do nome de Deus.

Respeito - conseqüência do amor

Jurar usando o nome de Deus

3 - Guardar domingos e festas de guarda.

Assistir e participar das missas - um único dia para adorar e louvar a Deus.

Honrar Pai e Mãe

Respeito aos pais

Obediência

Diálogo

Na primeira parte da vida nós nos perguntamos qual o sentido daquilo que a gente fez, o que a gente é. Na segunda parte da vida nos temos a sabedoria. Na primeira parte nos devemos nos orientar pelos mais velhos porque eles têm a sabedoria e a experiência.

5 - Não matar

Só Deus tem o direito de tirar a vida

Aborto

Eutanásia

Suicídio

Homicídio

6 - Não pecar contra a castidade

Integração correta da sexualidade na pessoa

Namoro

Se manter puro (corpo e alma)

Relacionamento superficial dos jovens

Pensamento: Sempre que uma pessoa procura um prazer a curto prazo, vai ter um sofrimento a longo prazo.

7 - Não roubar

Apropriar-se do que não é seu

Roubar a paz

Não levantar falso testemunho

Matar com a língua.

Desmoralizar

Ter misericórdia com o próximo

Quando falar, falar com a pessoa certa, pedir a orientação do Espírito Santo.

Jesus disse: Não é o que entra pela boca que causa mal e sim o que sai da boca.

9 - Não desejar a mulher do próximo

Respeito ao compromisso assumido pelos outros

Matrimônio

A importância da família

10 - Não cobiçar as coisas alheias

Sermão da Montanha - Mt. 5, 1 – 12

"O SER tem que estar acima do TER"

Quando Jesus morreu na cruz Ele realizou a salvação. Na hora de sua morte, o sacrifício de Cristo se torna a fonte de onde brotará o perdão dos pecados portanto, para todo pecado existe perdão, apenas um único é imperdoável: é você morrer sem acreditar em Deus, é o pecado contra o Espírito Santo, é o pecado da pessoa que não aceita o amor de Deus e o seu perdão.

Existe pecado maior e menor?

O pecado maior é o pecado mortal ou grave.

O pecado menor é o pecado venial ou leve.

Para haver pecado é necessário:

Matéria grave

Consciência plena

Consentimento pleno

Também pecamos por omissão. . .

Deus é amor, misericórdia. Temos a certeza do amor de Deus. PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO - Lc. 15, 11 - 32

4.2 - Fé


A fé cristã consiste em aceitar, acolher a pessoa de Jesus e viver segundo a sua mensagem. Aceitar que Deus existe não significa ter fé.

Fé é adesão pessoal da pessoa a Deus; é aceitar Jesus tal como ele se manifestou, isto é, como o Messias, Salvador e Senhor; é acolher e viver sua mensagem religiosa. Pela fé a pessoa dá assentimento a Deus, submete a ele sua inteligência e vontade. O ato de crer é dom de Deus, fruto da ação da graça no coração humano. Quem move o coração para acolher a fé é o Espírito Santo.

A certeza interior na mensagem de Jesus e em suas promessas determina um modo de viver na perspectiva da vida eterna. A Carta aos Hebreus declara: A fé é uma posse antecipada do que se espera, meio de demonstrar as realidades que não se vêem ("A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem." Hb 11,1).

A fé é uma tomada de posição. Uma opção definitiva, não existe meio termo.

Não pode ser fruto de puro sentimentalismo, que vai e vem conforme as circunstâncias. Na fé entra a razão e o coração. Hoje precisamos crer com clareza de doutrina.

A fé torna-se, portanto, um desafio, pois imprime no cristão novas atitudes, novas categorias de pensamento, de comportamento, de sentimento, fazendo o homem a escolher Deus.

Para alimentar nossa fé nos temos: a oração, a comunhão, a leitura e o estudo da Bíblia.

A Bíblia contém a revelação que Deus fez de si mesmo aos homens. Se uma pessoa quer conhecer a Deus, deve meditá-la diariamente, e encontrará a Deus na sua palavra. A fé e a vida espiritual não sobrevivem por si mesmas: precisam ser alimentadas com a Palavra e com a oração.

A felicidade perene, tão desejada pelo homem, não existe fora de Deus, pois só em Deus ela pode ser eterna; portanto, para alcançar a felicidade verdadeira, são necessárias duas condições: conhecer a vontade de Deus (já manifestada) e colocá-la em prática.

Assim como o corpo necessita de alimento diário, a vida espiritual do cristão, precisa de ser alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia. Quem quiser crescer na vivência cristã precisa tomar a Palavra de Deus e a Eucaristia como alimento diário.

Exemplos de Fé:

Maria de Nazaré é o nosso maior exemplo de fé. Jovem mulher foi escolhida para ser a Mãe do Messias, prometido e anunciado pelos profetas de Israel. Leia as passagens Bíblicas:

(Gn 3, 14 - 15 – Is 7, 13 - 15 – Sf 3, 14 – 17)

O homem novo nasce pela fé em Jesus Cristo. Jesus falou em renascer da água e do Espírito, isto é, ser batizado e receber o dom do Espírito Santo. A fé em Jesus gera o homem novo. O batismo é seu nascimento para o Reino de Deus.

Maria é a primeira mulher nova, o protótipo do cristão, pois foi a primeira a crer. Para ela, que fez para Jesus todos os trabalhos que a mãe faz em favor do filho, aceitar que ele não era simples homem, mas Filho de Deus, não foi fácil. Talvez tenha custado mais para ela do que para nos crer que seu filho era Deus, pois, antes de presenciar seus milagres e sinais, viu, durante anos, sua limitação humana, que o fazia semelhante a toda criança ou jovem do seu tempo.

Caminhando com ele, ouvindo suas pregações, teve oportunidade de acolher mais profundamente o Reino de Deus que nele se manifestava. Com os demais discípulos acolheu o Reino e cresceu na fé e no amor. Pelo amor foi fiel em sua missão de mãe, mesmo envolta em dor ao ver seu filho pregado na cruz.

Maria, a grande vocacionada do Pai, foi fiel ao Espírito Santo, trazendo ao mundo o Salvador.

O Sim vivido que muda a história da humanidade.

Outros exemplos de fé na história:

Abraão

Moisés.



4.3 - ORAÇÃO

Oração é a comunicação com Deus. A pessoa expressa a ele o que quer dizer e tenta perceber qual a vontade dele a seu respeito.

Deus é o Criador, nós somos a criatura.

A relação da criatura com o Criador é o núcleo central da religião. Está ligado aos demais relacionamentos humanos: troca de informações e sentimentos com as pessoas, agressão ou respeito à natureza. O tipo de relacionamento do homem com a natureza e com as demais pessoas mostra a posição que ele toma diante de Deus.

Oração é o resultado de nossa busca de Deus e de nosso esforço: são as atitudes e as ações que tomamos ou fazemos em vista da relação de amor com ele.

Oração é a tentativa de diálogo amoroso da criatura com o Criador. Esta relação supõe esforço de comunicação e atenção para perceber os sinais e palavras de Deus, que chegam ao homem, quase sempre, de forma indireta.

Pelo fato de sermos limitados e Deus infinito, o nosso relacionamento com Deus nos coloca em dependência amorosa, como filho em relação ao pai. Quando alguém se julga independente de Deus, restam-lhe poucas oportunidades de estabelecer relações com Deus. .

Nós fomos criados por amor, para amar e ser amado pelos demais e por Deus.
Acolher pessoas e acontecimentos é atitude de amor. Rejeitar é atitude de desamor e de egoísmo.

Jesus nos revelou que o Pai ama incondicionalmente seus filhos e quer a felicidade de cada um deles. As posições que Jesus tomou perante o Pai e o relacionamento que teve com ele devem servir de modelo para nós. Ele se relacionava com o Pai como se estivesse próximo, presente ao seu lado (Lc 10, 21; Jo 17, 1 - 26). Portanto, antes de tentar relacionamento mais profundo com Deus, é preciso tomar consciência da imagem que temos dele. É importante que passemos da imagem que temos dele para aquela que Jesus nos mostrou, que nos é transmitida pelos evangelhos: o Pai é cheio de amor, quer o bem para seus filhos, cuida de cada um de nós, de modo especial daqueles que o amam. Para fazer-nos crescer ele usa a pedagogia do amor e do sofrimento (parábola do agricultor que poda a videira para que produza mais frutos).

Para alcançar bom relacionamento com Deus são necessárias algumas atitudes:

Reconhecer a soberania de Deus sobre o mundo e sobre nossa pessoa e vida; Deus é nosso Criador e Senhor, nosso dono.

Manter atitude de humilde dependência em relação a ele; o egoísmo leva a pessoa a considerar-se outro deus, senhor de si.

Dar oportunidade para que ele se manifeste em nossa vida: se vivermos sempre ocupados, sem dispor de algum tempo só para Deus, ele não terá espaço para se manifestar; o cultivo do amor exige disponibilidade de tempo.

Desejar ardentemente viver na presença de Deus e ser envolvido por seu
amor.

A maior dificuldade no relacionamento com Deus é o pecado, a vida fora do seu mandamento, a vida sem fé. Quem vive longe de Deus não pode relacionar-se com ele. Esse obstáculo pode ser removido pela busca do perdão.

Dificulta a relação com Deus o fato de colocarmos nossa confiança fora dele, em nossas próprias capacidades; em práticas mágicas, em sorte, em superstições, em várias formas de espiritismo, que atribuem poderes a objetos que não os tem, em falsas religiões, etc. Tudo isso afasta a pessoa de Deus e torna difícil o relacionamento com ele. É preciso recordar que o único Salvador e Senhor é Jesus Cristo.

Em nossa vida, em nosso agir devemos tomar o seguinte princípio: Fazer nossas atividades com tal empenho, como se tudo dependesse de nós e confiar em Deus como se tudo dependesse dele.



ORAÇÃO NA VIDA DE JESUS

Jesus foi homem de oração. Sua novidade religiosa consiste na relação pessoal com Deus, mediante a oração, e em atitudes coerentes com os demais homens, tendo por base a relação da pessoa com Deus: amor a Deus e amor aos homens. Ele foi homem de oração e a intensificou nos momentos importantes de sua vida:

Antes de começar o anúncio do Reino, quarenta dias no deserto (Lc 4, 1 - 2)

Antes de escolher os doze, uma noite em oração (Lc 6, 12)

Quando vivia momento muito importante com seus discípulos (Jo 17)

Antes de enfrentar a paixão, no jardim das oliveiras (Lc 22, 31 - 46)

INSTRUÇÕES BÁSICAS SOBRE A ORAÇÃO:

Além do exemplo pessoal de Jesus, encontramos ensinamentos sobre a oração:

orar só, em encontro pessoal com Deus (Mt 6, 5 - 6)

ter profunda confiança (Mt 7, 7 - 11)

louvar a Deus e pedir por nossas necessidades (Mt 6, 7 - 13)

orar com insistência (Lc 11, 5 - 24)

pedir com convicção a fortaleza e a fidelidade a Deus (Mt 26, 40)

invocar o Pai em nome de Jesus ( Jo 16, 23b - 28)

Invocar o nome de Jesus significa expressar nossa fé nele, que provém de Deus. A fé e o amor por Jesus abre nosso ser a Deus, que em seu Filho Jesus, nos vê como filhos e por causa dele nos acolhe, provendo as exigências da nossa fé.

Devemos aprender e reaprender a orar m Nome de Jesus, isto é, crescer no seu conhecimento e graça.

A oração garante o atendimento dos nossos pedidos e então a nossa alegria será completa porque será a alegria que nasce da fé, a alegria de Deus que em nós realiza a sua vontade.

5.0 – A IGREJA


Jesus Cristo instituiu a Igreja, portanto a Igreja não é uma invenção dos homens, mas uma instituição divina, para que Sua mensagem da salvação fosse transmitida para todo o seu povo, em todos os tempos.

A Igreja é Apostólica, porque vem dos apóstolos, a quem Cristo preparou e enviou ao Mundo para ensinar a todos, receber o Batismo e ser fiel a Ela.

A Igreja é Una, em Cristo e no seu representante, o Papa.

A Igreja é um povo Universal porque nasce de Deus, pela fé em Jesus Cristo e quer a salvação de todos.

A Igreja é a família dos Filhos de Deus.

A Igreja é o Povo de Deus, formado pelos homens, Filhos de Deus pelo Batismo através do qual assumimos o compromisso de transformar a sociedade: "Vós sois o sal da terra e a luz do mundo" (Mt 5, 13-14). Daí a definição: Igreja somos nós, comunidade reunida em nome de Jesus, em nome do Amor.

A Igreja é a comunidade, não é só do padre, não é só do povo, mas sim, de todos nós cristãos, marcados pelo sinal da Cruz.

Através de cada um de nós o "Cristo, ontem, hoje e sempre" será cada vez mais o Cristo: "tudo em todos".

Então Igreja é:

Uma comunidade;

edificada pelo Espírito Santo;

convocada pela Palavra de Deus

unida pela Eucaristia e pelos demais sacramentos; - valorizando os carismas e ministérios, especialmente o do bispo e do padre, para garantir a ligação com a Igreja Apostólica e Missionária

Algumas exigências são feitas para aqueles que fazem parte da Igreja:

a conversão de vida;

o Batismo, que integra na família de Deus;

a missão, que tem por objetivo formar comunidades cristãs;

a abertura aos pobres, destinatários principais do Evangelho;

a ligação da fé com a vida, pelo testemunho da solidariedade, (sujeitos da evangelização);

a comunhão com os demais membros da comunidade, para enriquecer as pessoas e abri-las às outras, evitando os extremos do individualismo e da massificação.

5.1 – EVANGELIZAR: MISSÃO DA IGREJA


Cristo, Evangelizador do Pai, escolheu DOZE e enviou-os a pregar. A eles associou discípulos. Cristo Ressuscitado confirma e amplia esse mandato: "Ide por todo o mundo e prclamai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16, 15).

A prática evangelizadora de Jesus continua na Igreja. A atual sociedade brasileira exige a necessidade de incentivar a consciência missionária da Igreja.


5.2 - Caminhos da missão de Jesus evangelizador à Igreja evangelizadora

Jesus é o próprio evangelho. Jesus é a referência e modelo para a missão evangelizadora da Igreja. Há uma ligação profunda entre Jesus, a Igreja e o Evangelizador. A Igreja para evangelizar deve-se evangelizar. O Evangelizador:

precisa ouvir o que deve acreditar;

deve converter-se e renovar-se continuamente;

deve praticar a comunhão fraterna e o serviço (At 2, 42).


A igreja evangelizadora é enviada a evangelizar. A evangelização é dever fundamental do povo de Deus. A evangelização deve ser proclamação clara:

de Jesus Cristo;

Filho de Deus, feito homem;

morto e ressuscitado;

salvação de todos os homens.

Análise da realidade da Igreja hoje:

Julgar: De acordo com a Palavra de Deus e dignidade do homem.

Agir: Pastoralmente (em relação à pessoa). Dimensão social e política da fé. Opção preferencial pelos pobres. Comunidade Eclesiais de base, CEBS e religiosidade popular. Defesa e promoção da dignidade humana, especialmente do pobre e da mulher. Condenação do capitalismo liberal, do marxismo coletivista e da ideologia da segurança nacional. Comunhão e participação.

Reflita sobre esta frase da sábia Madre Teresa de Calcutá:

"Talvez você seja o único Evangelho vivo que seu irmão possa ler."

Objetivo geral da ação pastoral da Igreja no Brasil:

Evangelizar com renovado ardor missionário, testemunhando Jesus Cristo, em comunhão fraterna, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para formar o povo de Deus e participar da construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida e da esperança nas diferentes culturas, a caminho do reino definitivo.

5.3 – O Papa

O Papa quer dizer Pai da Cristandade. Como o pai se congrega em torno da família, a Igreja que é a grande família dos filhos de Deus se congrega em torno do Papa. O primeiro Papa foi o apóstolo Pedro, a quem Cristo deu toda autoridade sobre os demais apóstolos, a missão de congregar o rebanho em torno de Cristo, Supremo Pastor.

5.4 - Papa João Paulo II



Papa João Paulo II, cujo nome da ordem natural é Karol Wojtyla, nascido em 18 de maio de 1920 na cidade de Wadowice, interior da Polônia, próxima a fronteira da antiga Tchecoslováquia. Passou a maior parte de sua vida na cidade da Cracóvia a 30km de Wadowice.

Seu pai Karol Wojtyla era sub-oficial do exército, morreu na Guerra Mundial de 1941 no dia 18 de fevereiro de 1941, quando Karol (filho) tinha apenas 20 anos de idade. Sua mãe Emília Kaczorowska, influenciou muito o filho com sua fé religiosa. Ela morreu quando Karol (filho) tinha apenas 9 anos de idade. Seus irmãos, Edward o mais velho era médico e morreu no mesmo ano que seu pai, sua irmã faleceu 6 anos antes de Karol (filho ), nascer.

Sua condição de vida era muito humilde e sofredora. Na sua juventude Karol (filho) aos 19 anos de idade, freqüentando a faculdade de letras e filosofia, viu seu povo ser massacrado e humilhado pela invasão nazista, quando milhões de pessoas morreram.

Aluno brilhante do curso secundário, gostava de teatro. No colégio estadual onde estudava, formou-se um grupo de teatro do qual participava. Cracóvia, cidade mais antiga da Polônia, foi capital até o século XVI, depois a capital tornou-se Varsóvia.

Em Cracóvia, Karol, aos 18 anos, matriculou-se na Universidade de Jagiellonian, no curso de letras. Vivendo em Cracócia em meio a muitos templos, Karol nesta época, não pensava em ser padre.

No primeiro ano da faculdade estourou a Segunda Guerra Mundial, 1939. No dia primeiro de setembro os nazistas invadem a Polônia e escolhem Cracóvia para ser seu quartel general. A universidade foi fechada e os alunos dispersos, proibidos de continuarem seus estudos. Para escaparem à deportação e morte, arranjavam qualquer emprego. Karol conseguiu emprego de operário em uma pedreira, trabalhando com a broca. Nas horas de folga lia e estudava. Escapou da Gestapo, porque na véspera de uma batida na mina, havia mudado de emprego, passando a trabalhar numa fábrica de produtos químicos, SOLVOY. Nesta época em março de 1941, morre seu pai. Ficando sozinho passa a morar com seu ex-professor e amigo Kotlarczyk e senhora deste.

Toda e qualquer manifestação cultural, como rádio e revista, era proibida em Cracóvia.

Em casa, Karol e seu ex-professor começara a preparar peças de teatro, da qual participam muitas famílias. Clandestinamente, em classes secretas, voltou a freqüentar o curso de Letras na Universidade de Jagiellonian.

Terminando o curso de Letras inicia Teologia. Faz sua opção de SER PADRE. Sua vida em meio a formação religiosa dada por sua mãe, num lugar profundamente católico, em meio a um povo lutador e sofredor, fez amadurecer sua escolha. As aulas de teologia eram dadas a noite, em grupos de leitura, cada vez num ponto da cidade, para fugir dos nazistas. Preocupado, o cardeal Sapieha, Arcebispo de Cracóvia, acolheu seus teólogos no Palácio Episcopal. O curso de teologia prosseguiu no porão.

No dia 17 de janeiro de 1945, Cracóvia foi libertada. Karol matricula-se no quarto ano de teologia.

No dia 01 de novembro de 1946, festa de Todos os Santos, na capela particular do cardeal Sapieah, Karol torna-se padre.

No dia 04 de julho de 1958, o Papa Pio XII o nomeia Bispo de Cracóvia.

No dia 28 de outubro de 1958, Karol Wojtyla, recebe a ordenação na Catedral de Cracóvia, pelas mãos do Arcebispo Baziak. Karol tinha 38 anos de idade.

Monsenhor Wojtyla foi nomeado Cardeal aos 47 anos de idade pelo Papa Paulo VI, no dia 29 de maio de 1967.

No dia 16 de outubro de 1978, Karol Wojtyla, Arcebispo de Cracóvia, Cardeal da Polônia, foi nomeado Papa, aos 58 anos de idade, assumindo o nome de JOÃO PAULO II.

A Igreja Católica quebrava uma tradição de 450 anos, escolhendo um Papa não italiano, um Eslavo, de país comunista.

5.5 – A MISSÃO DO LEIGO

A Igreja de Cristo foi fundada sobre os apóstolos, no dia de Pentecostes, tendo a frente São Pedro, o Primeiro Papa. A Igreja, formada por homens, caracteriza-se na comunidade real, viva e visível, que é a Igreja local ou paroquial. Por isso não pode haver cristãos vagos, avulsos, desligados, sem compromisso com a comunidade. Não pode haver cristãos em cima do muro.

Com os primeiros cristãos, igreja nascente, formaram-se as comunidades (Igrejas) de Jerusalém, de Antioquia, de Éfeso, de Corinto, etc. Foi em Antioquia que os seguidores de Cristo foram chamados pela primeira vez de cristãos, por viverem em comunidade, se amando em nome de Cristo (At 11,26). Cristo havia dito que a marca registrada dos cristão era a vida em comunidade (At 2, 42 – 47).

A Crisma deve levar o cristão a um compromisso na comunidade paroquial, a começar pela escolha de um padrinho, que não deve ser trazido de longe, nem ser alguém que não trabalhe pela Igreja, mas uma pessoa engajada na comunidade local ou numa comunidade bem próxima, de modo que possa dar acompanhamento ao afilhado. É preciso que o crismando descubra a alegria de ser útil a sua comunidade como pedra viva na edificação da Igreja.

5.6 – Meios para ser comunidade



Antes de qualquer coisa, a participação nos sacramentos: Batismo, Confissão, Eucaristia, Crisma, Matrimônio, Ordem e Unção dos Enfermos é importantíssima. Um cristão que não participa dos sacramentos é como uma pessoa que se definha tendo com que se alimentar e saciar. Dois sacramentos são de crescimento espiritual:

A confissão

A Eucaristia.

A leitura assídua da Palavra de Deus, dos Documentos da Igreja, a leitura de formação cristã e moral, freqüência assídua da missa, se possível até todos os dias, ou pelo menos nos feriados, dias Santos e aos domingos.

Na oração, na recitação do Terço, encontramos os principais mistérios da nossa fé. O engajamento em alguma pastoral da paróquia também deve acontecer.

O importante é colocar-se a serviço da comunidade paroquial, consultando o Pároco, que nos orientará para a pastoral que temos facilidade e capacidade para trabalhar.


5.7 – Preparação de um altar para celebração da Santa missa


01 – Altar: representa a mesa que Jesus e os Apóstolos usaram para celebrar a Ceia na Quinta-Feira Santa

02 – Toalha: lembra a dignidade e o respeito que devem ao altar.

03 – Sacrário: é onde ficam guardadas as âmbulas com Hóstias Consagradas.

04 – Ostensório: é onde se coloca a Hóstia Consagrada para Adoração dos fiéis.

05 – Lâmpada do Santíssimo Acesa: indica Jesus presente no sacrário vivo e real, como está no céu.

06 – Círio Pascal: é uma vela grande, benzida na cerimônia da Vigília Pascal (Sábado Santo). Indica “Cristo Ressuscitado”, “Luz do Mundo”.

07 – Carrilhão (sino): é acionado para maior atenção no momento mais solene da Missa, a Consagração.

08 – Cálice: Nele se deposita o vinho que vai ser transformado em sangue de Jesus. È feito de metal prateado ou dourado.

09 – Patena: é como um pratinho que vai sobre o cálice. Na patena é colocada a Hóstia Grande, do Celebrante.

10 – Sanguíneo: é uma toalhinha comprida, serve para enxugar o cálice onde estava o Sangue de Jesus.

11 – Pala: é uma peça quadrada, que serve para cobrir o cálice com o vinho.

12 – Hóstias: as hóstias grandes e pequenas são feitas de trigo puro, sem fermento. A grande o padre consagra para si, é a maior para que todos possam ver.

13 – Âmbula: é igual ao cálice, mas fechada com uma tampa justa. Nela colocam-se as hóstias dos fiéis que depois serão guardadas no sacrário.

14 – Galhetas: são duas jarrinhas que contém água e vinho. O vinho é para a consagração. A água serve para misturar no vinho antes da consagração, lavar os dedos do celebrante e purificar o cálice e as âmbulas depois da comunhão.

15 – Manustério: é para enxugar os dedos do celebrante no Ofertório.

16 – Corporal: é uma toalha branca quadrada, que vai no centro no altar. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se a Hóstia consagrada que é o corpo do Senhor.

17 – Missal: é o livro que o padre usa para ler as orações da Missa.

18 – Crucifixo: colocado no centro do altar, para lembrar o sacrifício de Jesus.

19 – Velas acesas: lembra Cristo luz do mundo. A Missa só tem sentido para quem tem fé.

20 – Flores: as flores simbolizam beleza, amor e alegria.
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